O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que Jair Bolsonaro seja vigiado por policiais durante todo o período de internação no hospital DF Star, em Brasília. A decisão é de vigilância permanente, 24 horas por dia.
Bolsonaro foi para o hospital após passar mal durante a madrugada no 19º Batalhão da Polícia Militar. O ex-presidente apresentou vômitos e calafrios, sendo encaminhado para atendimento médico, onde está sob custódia judicial com restrições rígidas.
A medida inclui a suspensão de visitas autorizadas na Papudinha, exigindo prévia autorização judicial para encontros durante a internação, com exceção de familiares diretos e continuação das visitas de Michelle Bolsonaro e dos filhos.
O despacho de Moraes instrui ainda a proibição do uso de celulares e outros aparelhos eletrônicos dentro da unidade hospitalar, exceto equipamentos médicos. A segurança e fiscalização 24 horas por dia, com pelo menos 2 policiais militares na porta do quarto, também estão entre as determinações do ministro.
Em sua decisão, Moraes destacou: “está vedado o ingresso na unidade de terapia intensiva ou no quarto hospitalar de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos”.
Os desdobramentos dessa decisão envolvem a manutenção de medidas restritivas de segurança, visitas e comunicação enquanto Bolsonaro estiver hospitalizado. A determinação veio após o exame de imagem e tratamento na unidade de saúde sob a custódia judicial e vigilância constante.
A decisão de Moraes gerou repercussão entre apoiadores e críticos de Bolsonaro. A intensa vigilância e proibição de comunicação suscitaram debates sobre os limites da proteção a um ex-presidente sob custódia judicial.
Em meio a esses aspectos, é importante refletir sobre os desafios enfrentados no equilíbrio entre a segurança de um ex-presidente em situação delicada de saúde e os direitos individuais de comunicação e visitação, considerando as nuances da determinação de Moraes.




