Estudantes da Escola Estadual Pedroso, em Belém, protestaram na manhã desta sexta-feira (13) na Avenida João Paulo II, bairro do Marco, próximo à Travessa Dr. Freitas. O ato apontou as condições precárias de um prédio ao lado do espaço temporário usado para aulas enquanto a sede original passa por obras que se arrastam há meses.
Segundo relatos de moradores e dos próprios estudantes, o local vizinho ao espaço provisório está infestado de insetos vetores, como o mosquito Aedes aegypti (transmissor de dengue, zika e chikungunya), com risco à saúde dos alunos.
Agentes do 1º Batalhão da Polícia Militar estiveram no local para monitorar a manifestação e evitar transtornos no trânsito. A manifestação foi interrompida durante a chuva forte que caiu no início da tarde e, segundo a PM, a via foi totalmente liberada.
Relatório Confirma Infestação
O documento, assinado pelo coordenador do Programa Municipal de Controle da Dengue (PMCD), Tadeu Rogério Marinho Morais, descreve o prédio como totalmente abandonado, sem portas e janelas, usado para descarte irregular de lixo e necessidades fisiológicas de moradores de rua.
Entre as irregularidades apontadas:
* Recipientes com água e foco de mosquitos na área externa, incluindo louça de banheiro e uma cisterna sem tampa;
* Grandes infiltrações no teto, causando acúmulo de água no chão interno com larvas, pupas e mosquitos em toda a extensão;
* Cisterna interna com grande volume de água e foco de Aedes aegypti;
* Acúmulo de água na cobertura, agravado por infiltrações.
A equipe da Sesma realizou vistoria em 5 de março e aplicou tratamento larvicida (Vecto-bac WG) nas áreas afetadas, além de quebrar recipientes com foco. O relatório alerta que a infiltração contínua pode reacender o problema.
Manifestação e Consequências
Vizinhos relatam que as aulas ocorrem nesse ambiente desde o início das obras na sede original da escola Pedroso, sem previsão de conclusão, o que motivou o ato.
O bloqueio na Av. João Paulo II, uma das principais vias do bairro Marco, complicou o trânsito na região, afetando moradores, trabalhadores e usuários do transporte público.
Alunos envolvidos no protesto pedem intervenção imediata da Seduc para garantir um ambiente seguro e saudável para as aulas. A escola Pedroso atende centenas de estudantes da rede estadual.




