Jogadores do Corinthians reconhecem má fase em papo com organizadas

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Líderes das principais torcidas organizadas do Corinthians foram ao CT Dr. Joaquim Grava e conversaram com o elenco na tarde de hoje. O UOL apurou que os jogadores reconheceram o desempenho ruim nos últimos jogos. O principal ponto de cobrança foi a falta de entrega e apatia do elenco nas últimas partidas.

O que aconteceu Durante a conversa, o meia Rodrigo Garro e o atacante Memphis Depay admitiram a queda de rendimento individual. A dupla foi cobrada individualmente pelos represetantes das organizadas que estavam presentes. Matheus Bidu se desculpou pela declaração dada após a derrota corintiana para o Coritiba, na última quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro.

Na zona mista após a partida, o lateral afirmou que os torcedores não poderiam esquecer do que o elenco fez nos últimos meses, referindo-se às conquistas do Paulistão, Copa do Brasil e Supercopa Rei. A conversa com o elenco acontece em meio à má fase da equipe. Antes da derrota para o Coritiba, o Corinthians foi eliminado pelo Novorizontino na semifinal do Campeonato Paulista ao perder por 1 a 0, fora de casa.

Torcedores chegaram a protestar após o apito final na Neo Química Arena na última quarta-feira. “Bando de c… tem que ser homem para jogar no Coringão” e “Ou joga por amor, ou joga por terror, filho da p…” foram alguns dos cânticos. Durante o encontro com os uniformizados, o elenco corintiano se comprometeu a apresentar uma postura diferente já no próximo jogo.

Neste domingo, às 16h (de Brasília), o Timão enfrenta o Santos, na Vila Belmiro, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Dorival Júnior não compareceu ao encontro com os uniformizados, pois havia deixado o CT Joaquim Grava mais cedo por razões pessoais. O técnico está pressionado no cargo.

A queda de desempenho do time nos últimos jogos deu início a um processo de desgaste interno no Corinthians. Pessoas próximas ao presidente Osmar Stábile avaliam que o trabalho de Dorival apresenta sinais claros de desgaste. A percepção é de que, caso não haja uma resposta rápida em campo, uma mudança no comando técnico poderá se tornar inevitável.

Essa avaliação circula principalmente entre dirigentes da cúpula administrativa do clube, mas não é consenso dentro do departamento de futebol, liderado pelo executivo Marcelo Paz. Apesar das divergências internas, a palavra final no Corinthians cabe ao presidente Osmar Stábile. Nos bastidores, há a percepção de relaxamento técnico do elenco após a conquista da Supercopa do Brasil.

A situação incomoda a diretoria, que busca uma campanha segura no Campeonato Brasileiro e mantém o sonho de conquistar a Libertadores ao fim da temporada.

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