O Ministro da Justiça, André Mendonça, revelou novos detalhes sobre a operação que resultou na prisão do banqueiro Vorcaro. Segundo Mendonça, evidências de continuidade delitiva justificam a manutenção da prisão de Vorcaro.
A defesa tentou refutar acusações da Polícia Federal, alegando que os fatos precediam a primeira prisão de Vorcaro. No entanto, Mendonça apontou indícios suficientes da continuidade dos crimes.
Mendonça destacou a gravidade dos fatos já descobertos, justificando a prisão de Vorcaro. A PF ainda possui volume expressivo de dados apreendidos a serem analisados, incluindo 8 celulares de Vorcaro.
O Ministro argumentou que a investigação identificou atos de ameaças concretas realizadas pelo grupo armado ‘A Turma’, coordenado por Vorcaro. Episódios de perseguição a desafetos foram revelados, demonstrando a violência praticada.
Segundo Mendonça, o grupo armado ainda está ativo, representando perigo. Estima-se que a ‘Turma’ possa ser composta por até seis membros não identificados, mantendo uma ameaça latente.
Durante a operação, suspeitos do núcleo tecnológico da organização foram interceptados. Os dois integrantes seriam responsáveis por hackeamentos e invasões digitais realizadas pelo grupo.
O magistrado confirmou que investigações continuam sobre a participação ilícita de Vorcaro em ações como o ‘Projeto DV’, que tinha como objetivo influenciar publicações em redes sociais e levantar questões sobre o Banco Central.
Em relação à dilapidação patrimonial, Mendonça afirmou que a organização criminosa ainda tenta vender uma aeronave avaliada em R$ 538 milhões. O bloqueio de R$ 2,2 bilhões na conta do pai de Vorcaro foi contestado pela defesa.
Diante desses acontecimentos, Mendonça reforçou a necessidade de manter Vorcaro na prisão, enfatizando a robustez dos elementos de convicção. As investigações seguem em andamento, com desdobramentos esperados em breve.




