Câmera corporal registra sessão de tortura atribuída a PMs no RS

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Um áudio impactante foi registrado por uma câmera corporal durante uma sessão de tortura atribuída a policiais militares no Rio Grande do Sul. A Justiça Militar condenou quatro policiais da Brigada Militar por uma série de crimes cometidos em agosto de 2025, na Zona Sul de Porto Alegre. A violência envolveu invasões de domicílio, agressões, sequestro, torturas físicas e psicológicas, disparos de arma de fogo e cárcere privado das vítimas ao longo de mais de duas horas.

Os réus foram condenados por diferentes graus de participação e perderam seus cargos na Brigada Militar. A sentença determinou a interdição para o exercício de função pública pelo dobro do tempo das penas impostas. Entre os condenados, Sd. Sandro Urubatã Acosta recebeu a maior pena, iniciando em regime fechado. Enquanto isso, o Ministério Público planeja recorrer para aumentar as penas de Nathan e Nascimento.

Como foi a operação ilegal

A operação ilegal teve início na madrugada do dia 1º de agosto de 2025, quando os policiais entraram na residência de uma família no bairro Lami sem autorização judicial. Os militares levaram um dos moradores contra a vontade e retiveram outro sob vigilância, impedindo-o de buscar ajuda. Posteriormente, seguiram para outra residência, onde submeteram os moradores a uma série de abusos, inclusive as crianças que presenciaram toda a situação.

A ação continuou em uma área de mata, onde a vítima retirada da primeira residência foi novamente agredida e abandonada ferida. Mais tarde, os familiares encontraram a vítima em condições debilitadas, com múltiplas lesões confirmadas por laudo médico.

O que disseram os PMs

Os policiais condenados negaram as torturas, alegando suposto envolvimento das vítimas com tráfico de drogas e consentimento para a entrada na residência. No entanto, evidências como as gravações das câmeras corporais e mensagens dos celulares dos PMs contradisseram as versões dos réus. As conversas mostraram os policiais planejando a ação de violência e sugerindo ameaças às vítimas que pretendiam denunciar o caso.

Diante dos impactos causados pela sessão de tortura atribuída aos policiais, a comunidade busca respostas e justiça para garantir que casos semelhantes não voltem a ocorrer.

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