Piora na função renal e sem previsão de alta: o novo boletim médico de Bolsonaro

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou piora na função renal e permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star, segundo boletim médico divulgado na manhã deste sábado (14). O comunicado informa que o quadro clínico segue estável, mas houve alteração em alguns indicadores de saúde.

De acordo com a nota divulgada pela equipe médica, o ex-presidente “apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios”. O hospital também informou que, neste momento, “não há previsão de alta da UTI”, indicando que Bolsonaro continuará sob monitoramento intensivo.

O tratamento inclui o uso de antibióticos e hidratação por via endovenosa. O ex-presidente também passa por sessões de fisioterapia respiratória e motora, além de medidas preventivas contra trombose venosa, enquanto a equipe médica acompanha a evolução do quadro clínico.

O senador Flávio Bolsonaro comentou a situação do pai após receber informações dos médicos. Segundo ele, o quadro está controlado, embora exista preocupação com a função renal.

“As notícias que eu tive lá dos médicos agora são que ele não melhorou de ontem pra hoje, mas estabilizou. Está com uma sobrecarga nos rins. Parece que tem alguma insuficiência renal. Mas está administrado”, disse a jornalistas durante agenda em Rondônia.

Bolsonaro foi levado ao Hospital DF Star após passar mal na chamada Papudinha, unidade do Complexo Penitenciário da Papuda onde cumpre pena. Ele apresentou episódios de vômito e dificuldade para respirar antes de ser transferido para atendimento hospitalar.

Após exames, os médicos diagnosticaram broncopneumonia bilateral aguda. Segundo a equipe médica, o quadro foi provocado por broncoaspiração — quando o conteúdo do estômago é aspirado para os pulmões. No caso do ex-presidente, o pulmão esquerdo foi o mais afetado.

O médico Leandro Echenique explicou que Bolsonaro está recebendo dois antibióticos por via intravenosa e que o tratamento deve durar pelo menos sete dias. “Quando uma infecção se instala, nós dependemos tanto da agressividade da bactéria quanto da defesa do organismo. No caso dele, estamos avaliando a resposta ao antibiótico dia a dia”, afirmou.

Segundo o especialista, a recuperação tende a ser mais lenta devido à idade e ao histórico de saúde do ex-presidente. “Na faixa etária dele é esperada uma recuperação mais lenta. Com as comorbidades que ele tem, também são fatores agravantes”, afirmou Echenique. Bolsonaro tem 70 anos e completa 71 no dia 21 de março.

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