A revogação do visto de Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado dos EUA, pelo governo brasileiro, gerou repercussão internacional e reacendeu o debate sobre as relações entre Brasília e Washington.
O cancelamento do visto ocorreu devido a informações incompletas ou falsas apresentadas por Beattie no pedido de entrada no Brasil, segundo interlocutores do Itamaraty.
A decisão chegou ao Supremo Tribunal Federal após solicitação da defesa de Lula para visita de Beattie durante sua passagem pelo país, autorizada e posteriormente revogada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Este episódio foi interpretado por veículos estrangeiros como mais um capítulo da relação tensa entre Brasil e EUA durante o mandato de Donald Trump, apesar da reaproximação entre Trump e Lula no final do ano passado.
Lula confirmou a proibição da visita de Beattie ao país, ligando-a a um bloqueio de vistos de autoridades brasileiras pelo governo americano, e associando a medida à tentativa de interferência política externa nos assuntos brasileiros.
Nos bastidores, o governo brasileiro enfatizou que o episódio é um caso isolado e não uma crise bilateral com os EUA, destacando que as negociações entre as duas nações continuam, incluindo cooperação no combate ao crime organizado.
Veículos internacionais ressaltam o impacto diplomático do episódio, mencionando Beattie como um crítico do governo brasileiro e enfatizando a delicadeza das relações entre Brasil e EUA.
O governo brasileiro justificou a revogação do visto de Beattie com base em reciprocidade, mencionando a revogação de vistos de autoridades brasileiras ligadas a um programa cubano pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Não há preocupação em um eventual encontro entre Lula e Trump, com ambos os países negociando iniciativas de cooperação, como o modelo de transferência de presos estrangeiros em El Salvador.




