Protesto marca enterro de vítima de feminicídio em Tomé-Açu
O velório de Alciely Almeida Alencar, mãe de quatro filhos, foi marcado por protestos neste sábado (14), em Tomé-Açu, no nordeste do Pará. A vítima ficou cerca de 10 dias internada em estado gravíssimo após sofrer traumatismo craniano e teve a morte cerebral confirmada na quinta-feira (12).
Alciely Alencar foi perseguida pelo ex-companheiro, Pedro do Nascimento Santana, após uma discussão em um bar, derrubada da motocicleta em que tentava fugir e espancada com dezenas de socos. O autor do crime fugiu, mas foi preso pela polícia.
O corpo de Alciely chegou ao município na noite de sexta-feira (13). Um grande grupo aguardava a chegada e acompanhou o trajeto mesmo debaixo de chuva para prestar as últimas homenagens. – veja no vídeo acima.
Agressão: Alciely Alencar ficou em estado gravíssimo após ser espancada com socos e chutes
De acordo com a Polícia Civil, o crime começou após uma discussão em um bar, quando o suspeito teria atingido a vítima com uma lata de cerveja. Ao tentar sair do local na garupa de um mototáxi, a mulher foi perseguida pelo companheiro, que passou a seguir a motocicleta em que ela estava.
Durante a perseguição, o suspeito teria se aproximado várias vezes da moto até provocar um acidente, derrubando os dois veículos. Após a queda, segundo testemunhas, ele continuou as agressões com socos e chutes contra a vítima.
Alciele foi socorrida inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tomé-Açu e, devido à gravidade dos ferimentos, transferida para o Hospital Metropolitano.
Perseguida: Pedro Santana provocou acidente de moto antes de espancar companheira
Alciely Alencar foi espancada no dia 2 de março, em Tomé-Açu. De acordo com a investigação, o ex-companheiro, Pedro Santana, desferiu mais de 80 socos na cabeça e no pescoço da vítima.
De acordo com a Polícia Civil, o crime começou após uma discussão em um bar, quando o suspeito teria atingido a vítima com uma lata de cerveja. Ao tentar sair do local na garupa de um mototáxi, a mulher foi perseguida pelo companheiro, que passou a seguir a motocicleta em que ela estava.
Durante a perseguição, o suspeito teria se aproximado várias vezes da moto até provocar um acidente, derrubando os dois veículos. Após a queda, segundo testemunhas, ele continuou as agressões com socos e chutes contra a vítima.
Morte: Alciely teve morte cerebral confirmada pela família
O velório foi realizado no ginásio de uma escola municipal. Nas paredes, cartazes lembravam quem era Alciely e traziam mensagens contra a violência. Um deles dizia “Queremos mulheres vivas”, ao lado da foto da vítima.
O cortejo estava marcado para sair neste sábado, por volta das 14h, em direção ao cemitério municipal, acompanhado por moradores e por uma caminhada de mulheres que cobraram justiça pelo crime.
A tia da vítima, Odeiza Alencar, disse que a família tenta lidar com a perda de Alciely, de 31 anos, enquanto acompanha o sofrimento dos filhos.




