Corretora de imóveis em SC relata decepção com administradora antes de ser morta

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Na terça-feira, a corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi encontrada morta e esquartejada em Florianópolis, chocando amigos, familiares e a comunidade local. Este terrível desfecho veio após meses de decepção por parte de Luciani em relação à administradora do conjunto residencial onde ela morava, cujo envolvimento no crime agora é investigado.

Já em novembro do ano passado, Luciani havia relatado ao irmão sua desilusão com a administradora, afirmando que acreditava ser sua amiga, mas acabou se decepcionando pela suposta traição. Esta revelação prévia trouxe à tona questionamentos sobre a relação entre as duas e a possibilidade de um motivo por trás do assassinato.

Investigações e Suspeitos

Além da administradora, Ângela Maria Moro, de 47 anos, outras duas pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no crime: Matheus Vinícius Silveira Leite, vizinho de porta da vítima, e sua namorada Letícia Jardim. A descoberta de objetos pertencentes a Luciani no conjunto residencial administrado pela suspeita inicialmente levou à prisão por receptação, mas evidências de homicídio acabaram resultando em uma prisão temporária por 30 dias.

A promotoria alega que o casal detido usou o carro da vítima para transportar os restos mortais, que foram descartados em um córrego na área rural da cidade. Esta investigação complexa segue envolvendo diferentes partes da comunidade e múltiplas evidências físicas e testemunhais.

Quem era Luciani?

Descrita como sorridente, amante dos animais e com um jeito peculiar de enxergar a vida, Luciani era uma figura querida pelos que a conheciam. Além de corretora de imóveis, também atuava como administradora de imóveis e turismóloga, tocando diferentes áreas da sua vida com paixão e dedicação.

Seu irmão, Matheus Estivalet Freitas, lamentou a confiança excessiva que Luciani depositava nas pessoas, destacando sua inocência e generosidade como características marcantes da personalidade da corretora.

Desaparecimento e Desfecho Trágico

O desaparecimento de Luciani foi registrado pela família após uma série de mensagens incomuns enviadas pelo celular da vítima, incluindo erros gramaticais que levantaram suspeitas sobre a autenticidade das mensagens. A ausência de contato durante o aniversário da mãe de Luciani foi outro alerta para a família, que iniciou a busca pela corretora.

O desfecho trágico veio com a descoberta do corpo esquartejado de Luciani em Major Gercino, confirmando os piores temores da família e da comunidade. O impacto dessa perda repentina e violenta está sendo sentido por todos aqueles que conheciam e admiravam Luciani em vida.

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