Com a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, a água se tornou uma fonte de tensão crucial, além do petróleo, em disputas estratégicas na região.
O Golfo, com apenas 2% das fontes globais de água potável, depende fortemente da dessalinização, o que o torna vulnerável a possíveis ataques.
Os Estados Unidos, Israel e Irã estão no centro desses embates, sendo a água uma vulnerabilidade estratégica explorada nas hostilidades entre as nações.
Analistas destacam a tática de Teerã de atingir indiretamente a infraestrutura hídrica como uma forma de ampliar o conflito, pressionando os EUA.
"Os ataques iranianos visam criar um clima de pânico e forçar os governos locais a intervir no conflito", explica o professor Marc Owen Jones.
Apesar dos danos relatados em usinas de dessalinização no Golfo, o Irã justifica as ações como retaliações legítimas aos ataques sofridos.
Ainda que os impactos dos ataques à infraestrutura hídrica sejam significativos, o Irã mantém uma postura de alerta e retaliação calculada, respeitando tratados internacionais.
Enquanto os conflitos prosseguem, a escassez de água no Irã se agrava, contribuindo para instabilidades internas e colocando a população em risco de racionamento e evacuação parcial.
A fragilidade dos sistemas de abastecimento de água dos países envolvidos expõe a vulnerabilidade e a complexidade das relações entre as potências regionais.




