Delegado fala sobre morte de corretora de imóveis morta em Florianópolis
A corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi morta e esquartejada em Florianópolis, segundo a Polícia Civil. Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, que é investigado como latrocínio, quando ocorre roubo seguido de morte.
Luciani foi dada como desaparecida pela família na segunda-feira (9). Os parentes estranharam o fato de ela não atender ligações e perceberam uma série de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora.
‘Pesso’ e ‘precionando’: erros de português em mensagens levam família a registrar sumiço
Durante a investigação, a polícia também identificou compras feitas pela internet em nome da vítima, utilizando o CPF dela, o que reforçou as suspeitas de crime.
O que aconteceu?
Luciani havia sido vista pela última vez em 4 de março, segundo o irmão dela, Matheus Estivalet Freitas. O desaparecimento, no entanto, foi registrado na segunda-feira (9).
Mensagens enviadas pelo celular da corretora com vários erros gramaticais, após um tempo sem conseguir qualquer contato com ela, chamaram a atenção da família, que passou a desconfiar se era realmente Luciani quem estava digitando.
Embora morasse sozinha na cidade, Luciani mantinha contato diariamente com a família por mensagens e ligações, segundo Matheus.
Quem são os suspeitos pela morte da corretora?
Ângela Maria Moro, de 47 anos, administradora do conjunto residencial onde a vítima morava, presa na quinta-feira (12).
Matheus Vinícius Silveira Leite, 27 anos, vizinho de porta da vítima, preso na sexta-feira (13).
Letícia Jardim, 30 anos, namorada de Matheus. Ela foi presa na sexta-feira.
Ângela Maria Moro foi presa em Florianópolis, na quinta (12), inicialmente pelo crime de receptação, após a Polícia Civil encontrar diversos objetos que pertenciam à vítima em um dos apartamentos que a suspeita afirma administrar.
Como a investigação foi conduzida?
De acordo com a Polícia Civil, após o desaparecimento da corretora, compras teriam sido feitas utilizando o CPF da vítima. A partir dessas informações, os investigadores passaram a monitorar os endereços de entrega dos produtos, todos localizados em Florianópolis.
Os policiais encontraram malas com pertences da corretora, além de diversos itens comprados em nome dela, como dois arcos de balestra, um controle de videogame e uma televisão.
Qual foi a motivação do crime?
A polícia trata o caso como latrocínio, mas ainda apura como a decisão de matar a vítima ocorreu e qual foi o grau de participação de cada suspeito.
O latrocínio é uma forma de crime de roubo. Ele acontece quando há violência ou grave ameaça durante o roubo e essa ação resulta na morte da vítima.
Como os criminosos esconderam os restos mortais?
Luciani foi esquartejada. Os restos mortais foram divididos em cinco pacotes diferentes e levados com o carro da própria vítima até uma ponte na área rural de Major Gercino, cidade de 3,2 mil habitantes, e jogadas em um córrego.
O grupo cometeu outros crimes?
Além da morte da corretora, Matheus é suspeito de matar João Batista Vieira, de 65 anos, em 2022. O crime ocorreu em Laranjal Paulista (SP) e câmeras de segurança registraram o crime durante a madrugada.
A corretora suspeitava de algo?
A corretora havia relatado ao irmão, meses antes do crime, decepção com a administradora do conjunto residencial onde morava.
Na mesma conversa, ela mencionou que não iria mais “confiar cegamente”.
Quem era a corretora gaúcha?
Luciani era sorridente, amante dos animais, também gostava de cantar e tinha um jeito “lindo de ver a vida”. Além de corretora, era administradora de imóveis e turismóloga.
Ela era natural de Alegrete (RS) e morava sozinha em um apartamento no bairro Santinho, região turística de Florianópolis.




