O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completou, no domingo (15/2), dois meses de prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), conhecido como Papudinha. O segundo mês do ex-mandatário é marcado por mais uma internação de emergência no hospital DF Star, após passar mal na manhã de sexta-feira (13/3).
Bolsonaro foi transferido, no dia 15 de janeiro, para a Sala de Estado Maior no complexo penitenciário após pouco mais de 2 meses detido na Superintendência da Polícia Federal. Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou as reclamações feitas por Bolsonaro ao longo da detenção e considerou que, apesar da “total ausência de veracidade nas reclamações”, não impediria a transferência para uma cela que considerou “ainda mais confortável”.
Bolsonaro teve com uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, o que o mantém internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pelos próximos dias.
Apesar do isolamento na Papudinha, Bolsonaro liderou articulações para as eleições de 2026, definindo apoios a candidatos. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses pela condenação por liderar uma trama golpista.
Entre os candidatos benquistos pelo ex-presidente estão seus filhos Carlos Bolsonaro (PL), para o Senado, e Jair Renan (PL) para a Câmara, ambos por Santa Catarina.
Em ano eleitoral, Bolsonaro tenta transformar o espaço em um “Quartel General (QG)” da oposição para a definição de palanques eleitorais, com visitas usadas para articular nomes dos candidatos do PL e aliados, mantendo-se como líder do grupo e de seu legado político.
Os apoios confirmados já foram anunciados, como em Santa Catarina para Carlos Bolsonaro (PL) e Caroline de Toni (PL) para o Senado, além do apoio à reeleição de Jorginho Mello (PL) para o governo local.
Com decisões também em outros estados, Bolsonaro vem moldando palanques estaduais e busca uma robusta presença política nas eleições de 2026, mesmo cumprindo pena na Papudinha.



