A comediante Tatá Mendonça, conhecida nas redes sociais como “Cega na Comédia”, falou com o DE sobre o episódio de importunação sexual em Franca (SP) na madrugada da última sexta-feira (13). Ao refletir sobre a responsabilidade de inspirar e representar seu público, Tatá desabafa sobre o que é ser mulher na indústria do entretenimento.
A noivo de Tatá acionou a Polícia Militar que registrou um boletim de ocorrência. O homem que a importunou foi preso em flagrante, segundo um relato da artista nas redes sociais. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) foi procurada pela reportagem para mais informações, mas não respondeu até a última atualização desta publicação.
Clique aqui para seguir o canal do DE Ribeirão e Franca no WhatsApp
A comediante de 34 anos afirmou em entrevista que, no palco, a performance a deixa mais exposta. Para ela, é nesse momento que o artista se permite ser vulnerável — e a importunação durante a apresentação reflete a forma como a mulher é vista na sociedade.
IMPORTUNAÇÃO NA SESSÃO DE FOTOS
A comediante foi vítima de importunação sexual na madrugada de sexta-feira (13), em um bar na Vila Aparecida, em Franca (SP). O caso aconteceu logo após o término de sua apresentação de stand-up, enquanto a artista atendia o público.
O homem se aproximou para tirar a foto e, segundo Tatá, ficou apalpando sua cintura.
O DE entrou em contato com o bar onde o evento foi realizado para um posicionamento, mas não teve resposta.
“Então, eu queria deixar esse alerta, assim, pras casas (de show): que mulher nos espaços não está lá pra trazer problemas. Pelo contrário! E a casa tem que dar segurança máxima pra que ela não tenha esse tipo de problema.”
Veja mais notícias da região no DE Ribeirão Preto e Franca
OUTRO EPISÓDIO
Essa não foi a primeira vez que a Tatá foi vítima de importunação sexual. Em 2024, um vídeo circulou nas redes sociais mostrando o momento em que o comediante Cadu Moura estava no palco com ela e colocou a mão nas costas da artista, descendo até a região das nádegas. Segundos depois, ela retirou a mão dele.
A comediante, que trabalha há 10 anos cuidando de mulheres vítimas de violência doméstica, refletiu sobre como lidou com o crime da última sexta.
“Com essa maturidade, eu enxergo que, acima de tudo, eu sou uma menina muito respeitada pelas pessoas então não tem porque temer. Sou uma mulher que faz o trabalho com excelência e o que os outros tem que fazer é respeitar e acabou.”
VÍDEOS: TUDO SOBRE RIBEIRÃO PRETO, FRANCA E REGIÃO




