Cidade onde Wagner Moura cresceu na Bahia monta torcida com telão para exibir
Oscar
O clima de expectativa pela vitória de Wagner Moura e do filme “O Agente Secreto” no Oscar 2026 tomou os moradores de Rodelas. Localizada no norte da Bahia, a cidade onde o artista deu o pontapé no teatro está em festa, neste domingo (15).
Para marcar o momento importante, a cerimônia da premiação, que acontece em Los Angeles, nos Estados Unidos, terá transmissão gratuita para os poucos mais de 10 mil habitantes do município. Organizado pela prefeitura, o evento terá um telão em um centro esportivo.
RELEMBRE A TRAJETÓRIA DO ATOR NA CIDADE
Wagner Moura nasceu em Salvador e se mudou com os pais, Alderiva Moura e José Moura, e a irmã, Lediane Moura, para Rodelas, ainda criança. Anos depois, em 1988, a cidade foi inundada por conta da construção da Hidrelétrica de Itaparica.
Na época, Wagner Moura tinha 11 anos e chegou a ser entrevistado por uma emissora de televisão. Com lama no rosto, ele deixou claro que era contra o que a hidrelétrica provocou na cidade.
Rodelas foi reconstruída para receber novos moradores ainda na década de 1980. Mas a família de Wagner voltou para a capital.
Em entrevista ao programa “Papo de Segunda”, da GNT, em novembro de 2021, o artista voltou a falar sobre a infância.
CARREIRA CRESCEU EM SALVADOR
Aos 16 anos, Wagner Moura já atuava nos palcos da capital baiana e participou de peças como “Cuida Bem de Mim” e “A Casa de Eros”. Em 1997, sua performance em “Abismo de Rosas”, dirigida por Fernando Guerreiro, lhe rendeu o prêmio Revelação no Prêmio Braskem de Teatro.
O reconhecimento nacional veio com a peça “A Máquina”, de João Falcão, em 2000, quando atuou ao lado de Lázaro Ramos e Vladimir Brichta. O espetáculo abriu portas para Wagner Moura no cinema e na televisão.
Em 2007, ele interpretou o personagem “Boca” no filme “Ó Paí, Ó”, que foi gravado no Pelourinho, em Salvador, e protagonizado por Lázaro Ramos. Os artistas possuem uma forte ligação e são amigos de longa data.




