A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro prepara um novo pedido de prisão domiciliar. Condenado a mais de 27 anos por tentativa de golpe de Estado, o ex-chefe do Executivo está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital DFStar, em Brasília.
Desde que foi preso preventivamente, em novembro do ano passado, na Superintendência da Polícia Federal, a defesa de Bolsonaro já apresentou ao menos quatro pedidos de prisão domiciliar. Todos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.
Bolsonaro está hospitalizado desde sexta-feira (13). De acordo com o boletim médico mais recente, divulgado às 10h50 de domingo (15), o ex-presidente apresentou evolução no quadro de pneumonia, mas ainda mantém marcadores inflamatórios elevados. Não há previsão de alta.
Nos requerimentos, os advogados argumentam que o ex-presidente é idoso, possui saúde frágil e necessita de acompanhamento médico constante, o que, segundo a defesa, seria mais adequado em casa.
‘A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente’, escreveu o advogado nas redes sociais.
Ainda na sexta-feira, o advogado Paulo Cunha Bueno já havia indicado a intenção da defesa de protocolar um novo pedido de domiciliar.
Moraes tem sustentado em suas decisões que Bolsonaro não possui direito jurídico à prisão domiciliar. O ministro também afirma que as condições de saúde do ex-presidente vêm sendo adequadamente atendidas no sistema prisional.
Além disso, o magistrado destaca que Bolsonaro teria descumprido reiteradamente medidas cautelares impostas pela Justiça e aponta indícios de tentativa de fuga.
A defesa apresentou diversos requerimentos desde a prisão do ex-presidente. Entre os principais episódios estão:




