“Sorria você está em Caraíva”: a casinha verde com porta e janela vermelhas talvez seja uma das mais fotografadas por blogueiros e influencers de viagem no litoral do Brasil.
É mesmo difícil não sorrir quando se está em um pequeno vilarejo praiano no município de Porto Seguro (BA), no encontro do rio com o mar, onde não entram carros, não há asfalto, o clima é ensolarado e os coqueirais se estendem com a faixa de areia.
Mas esse cenário paradisíaco de uma das praias mais desejadas (e caras) do Brasil, que até 2007 não tinha nem luz elétrica regular, tem sido ofuscado por uma violência até pouco tempo inimaginável por ali.
“Isso aqui virou um campo de guerra”, resume um morador.
Segundo os moradores, não é de hoje que se convive com facções na região de Caraíva. Há relatos de quase uma década de um grupo organizado atuando no tráfico de drogas ali, mas nos últimos anos foram chegando novos criminosos de grupos distintos.
“Até pouco tempo atrás, todo mundo sabia quem eram os membros do ‘corre’, cumprimentava na rua. Eles também sabiam quem era a gente”, diz um morador.
“Agora ninguém sabe quem é quem. E isso gera muita insegurança.”
A violência chegar aos olhos e ouvidos dos turistas ainda é uma exceção.
Segundo moradores, a violência chegar aos olhos e ouvidos dos turistas ainda é uma exceção.
“Não é interessante para eles que a situação saia do controle, porque afasta turistas”, relata um morador.
Outro conta que, em época de alta temporada de verão, há “acordos” para não haver conflitos, já que a vila estará cheia de turistas.




