Presidenciáveis do PSD adotam mantra da ‘autoridade moral’ em meio à polarização

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O trio de presidenciáveis do PSD, formado pelos governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, Ratinho Júnior, do Paraná, e Ronaldo Caiado, de Goiás, passou a adotar o mantra da “autoridade moral” do presidente da República para tentar se posicionar em uma disputa polarizada entre o atual ocupante do cargo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL), do Rio de Janeiro.

Na noite deste domingo, 15, em entrevista conjunta ao programa “Canal Livre”, da TV Bandeirantes, eles mencionaram o termo em diversas oportunidades e ao comentar desde o escândalo do Banco Master até sugestões para reformas políticas, institucionais e que alterem o modelo de indicação e tempo de atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

— Tivemos uma eleição sobre mensalão, outra sobre Lava Jato e estamos diante de uma eleição agora que tem o Banco Master como grande escândalo. Esses escândalos não podem ser admitidos, e temos que mostrar com clareza a nossa disposição de enfrentar esses assuntos. Punir quem quer que seja, altas autoridades que estiverem envolvidas, onde estiverem — alegou Leite, acrescentando que aquele que for eleito precisa “ter a capacidade de liderar moralmente” o debate no Congresso.

O governador gaúcho defende idade mínima de 60 anos para ministros do Supremo, o que traria uma espécie de mandato de 15 anos, devido ao limite para aposentadoria aos 75, e também uma limitação maior a decisões monocráticas. Ratinho fala em origem exclusiva na magistratura e vedação a familiares em escritórios de advocacia que atuem na Corte. Caiado, por sua vez, entende que a pauta está vinculada ao voto para senador e naturalmente deve andar em 2027, assim como o fim dos penduricalhos no Judiciário.

— O assunto hoje está “fulanizado” entre gostar ou não de um ministro ou um presidente da Câmara. Tem que tratar de forma institucional e, acima de tudo, estamos num regime presidencialista: o presidente tem que ter autoridade moral para sentar à mesa e fazer avanços institucionais — repetiu o paranaense.

Caiado retomou o mantra ao criticar a proposta de emenda à Constituição que acaba com a jornada de trabalho 6×1, referente a seis dias trabalhados para um de descanso. Segundo ele, trata-se de uma medida “demagógica” do governo Lula que coloca deputados e senadores contra a parede em ano eleitoral.

— Se tivesse um presidente sério, honesto e responsável, essa matéria seria pautada? Algum deputado ou senador, a partir dessa tese vendida por eles, de que você vai trabalhar menos e ganhar o mesmo tanto, vai votar contra? Então, veja bem a pegadinha. Não tem responsabilidade para ser presidente da República — disse. — Não se governa de joelhos, acovardado, manietado ou encabrestado por outros poderes. Aquela cadeira precisa voltar a ter um estadista sentado nela.