A atuação da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) no Estreito de Ormuz tem ampliado a dimensão estratégica do conflito envolvendo os Estados Unidos, ao transformar a disputa em um confronto assimétrico com potencial de longa duração. A avaliação é de Andreas Krieg, professor associado do King’s College London.
Segundo informações divulgadas pela Al Jazeera, a estratégia iraniana se baseia no uso de sua posição geográfica privilegiada para exercer pressão sobre rotas energéticas globais e, consequentemente, sobre a economia internacional e os próprios Estados Unidos.
Domínio estratégico do Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais críticos para o transporte de petróleo no mundo, sendo responsável por uma parcela significativa do fluxo energético global. Ao controlar a margem norte dessa passagem estratégica, o Irã amplia sua capacidade de influência sobre mercados internacionais.
Estratégia de prolongar o conflito
Krieg destaca que a IRGC busca prolongar o confronto ao apostar em uma lógica de desgaste. “O que eles [IRGC] estão tentando fazer é jogar um jogo de resistência”, afirmou o especialista em entrevista à emissora.
Impacto na economia global
Krieg destaca que essa posição geográfica é o principal trunfo de Teerã. “A forma mais potente de alavancagem que o Irã pode extrair vem de sua geografia, o fato de controlar a margem norte de um dos mais importantes, se não o mais importante, gargalo energético do mundo”, explicou.
A utilização desse controle, segundo o analista, permite ao Irã pressionar tanto os Estados Unidos quanto a economia global. “A IRGC está usando essa alavancagem para extrair concessões da economia global e dos EUA… também mostrando que poderia continuar fazendo isso por um período indefinido”, disse.



