Mísseis e drones iranianos atingiram áreas centrais de Israel, incluindo Tel Aviv e regiões como Gush Dan, Sharon e Shomron. As explosões acionaram sirenes de alerta e levaram cidadãos israelenses a buscar abrigo em estruturas fortificadas, em meio a relatos de impactos e fragmentos de projéteis sobre áreas urbanas.
As informações foram divulgadas pela rede Al Mayadeen, que citou fontes no Irã e veículos israelenses. Segundo o correspondente da emissora em Teerã, a operação foi conduzida pelas forças armadas iranianas em coordenação com o Hezbollah, tendo como alvo instalações estratégicas e militares de Israel.
Ataques simultâneos em diferentes regiões
De acordo com a televisão estatal iraniana, os ataques coincidiram com operações militares a nordeste de Teerã. Já o Canal 12 de Israel informou que moradores de Jerusalém e regiões próximas relataram explosões incomuns durante a ofensiva. Imagens e relatos também indicaram a presença de fragmentos de mísseis de fragmentação em áreas centrais, incluindo Tel Aviv.
Ofensiva planejada e organizada pela Guarda Revolucionária Islâmica
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que a ofensiva integra a 57ª onda da chamada Operação True Promise 4. Segundo o comunicado, os alvos incluíram sistemas de comando e comunicação, além de infraestruturas de defesa antimísseis. A IRGC também confirmou ataques contra a base aérea americana de Al Udeid, no Catar, utilizando mísseis balísticos como Zolfaghar e Qiam, além de drones de ataque.
Resposta iraniana aos ataques anteriores
O Irã sustenta que suas ações militares representam uma resposta direta a esses ataques. O membro do Presidium do Parlamento iraniano, Ruhollah Motafakker-Azad, afirmou à Al Mayadeen que o Irã conseguiu frustrar os objetivos anunciados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por Israel desde o início da guerra. Segundo ele, o cenário de guerra projetado pelos adversários sofreu uma derrota significativa.



