O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, anunciou nesta terça-feira que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentará um projeto de lei em regime de urgência caso haja ‘estratégia de enrolação’ do Congresso sobre o fim da escala 6×1.
Boulos destacou que se, ao final de março, for identificada uma postura de enrolação dos parlamentares, Lula enviará o projeto de lei, que reduzirá a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, eliminando a escala 6×1 e implementando a jornada 5×2 sem redução salarial.
O entrevistado do programa ‘Bom Dia, Ministro’, da EBC, reforçou o comprometimento do governo em aprovar o fim da escala 6×1 até o fim do ano e destacou a existência de uma mobilização contra a medida, comandada por setores empresariais e partidos bolsonaristas.
Conforme Boulos, a redução da jornada de trabalho é essencial para a ‘família brasileira’, possibilitando mais tempo com os entes queridos. Ele questionou a necessidade do trabalhador manter a mesma carga horária diante dos avanços tecnológicos e econômicos alcançados nas últimas décadas.
O ministro enfatizou que sempre que se defende os direitos dos trabalhadores, há resistência por parte dos empresários e privilegiados, mencionando a atuação de entidades empresariais e partidos contrários à proposta do governo Lula.
Os próximos passos envolvem aguardar o desenrolar dos debates no Congresso para, caso necessário, acionar o regime de urgência e acelerar a tramitação do projeto de lei, garantindo a possibilidade de votação em até 45 dias.
A reação dos setores empresariais e a direita bolsonarista às propostas de redução da jornada de trabalho evidenciam a polarização em torno do tema, que Boulos considera fundamental para a valorização do trabalhador e o fortalecimento das famílias brasileiras.
Para Boulos, defender a família no atual contexto significa promover o fim da escala 6×1, buscando efetivar medidas que tornem a jornada de trabalho mais justa e condizente com a realidade econômica e social do país.



