Cunhada de Hugo Motta recebeu empréstimo de R$ 22 milhões do Banco Master para compra de terreno em João Pessoa

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A cunhada de Hugo Motta, Bianca Medeiros, recebeu em março de 2024 um empréstimo de R$ 22 milhões do Banco Master para comprar um terreno em João Pessoa. O local será loteado e transformado em um novo bairro na capital paraibana.

Bianca adquiriu as cotas da ETC Participações por R$ 100 mil, posteriormente utilizadas como garantia do contrato de empréstimo de milhões. Os detalhes foram divulgados por documentos da Junta Comercial de São Paulo e da Paraíba.

O empréstimo possibilitou a compra de um terreno de mais de 400 hectares de uma antiga fábrica de cimento desativada. Bianca informou à Folha que o espaço será transformado em um novo bairro na cidade.

Bianca Medeiros é irmã da esposa de Hugo Motta, Luana Motta. Ela anunciou que o contrato de crédito seguiu condições usuais de mercado, porém não detalhou valores e condições de quitação. A conexão financeira entre pessoa ligada à família do presidente da Câmara e o Banco Master foi confirmada nesse episódio.

A investigação revelou que mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro indicaram um encontro entre ele e Motta na residência oficial da Câmara após a eleição do parlamentar para presidir a Casa em 2025. Motta, por sua vez, descartou abrir uma CPI para investigar o caso.

Apesar de afirmar não possuir associação financeira direta com o Banco Master e nem relação societária com a ETC, Motta indicou Bianca para cargos comissionados no extinto Ministério da Cidadania durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação continua em curso.

A cunhada de Hugo Motta integra família com décadas de atuação empresarial na Paraíba, com investimentos em diferentes setores da economia. Até o momento, não houve respostas da assessoria de comunicação de Vorcaro sobre o caso.

A repercussão do empréstimo milionário de Bianca Medeiros evidencia os desafios éticos e legais enfrentados por pessoas ligadas a políticos no Brasil. O caso levantou questões sobre as relações entre os setores público e privado no país e a transparência nas transações financeiras.

Os desdobramentos desse episódio devem continuar gerando debates sobre a integridade no cenário político e empresarial nacional. A sociedade aguarda por respostas e medidas que garantam a lisura e a legalidade nas relações entre agentes públicos e privados no Brasil.