Delegado trata como latrocínio caso de corretora esquartejada em SC

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Delegado trata como latrocínio caso de corretora gaúcha esquartejada em SC

O pai da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, esquartejada em Florianópolis (SC), também foi vítima de latrocínio (quando ocorre roubo seguido de morte), relatou o irmão da gaúcha, Matheus Estivalet Freitas, em publicação nesta segunda-feira (16) nas redes sociais.

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Segundo o familiar, o crime que tirou a vida do pai ocorreu há duas décadas. “Curiosamente, com a mesma idade que minha irmã Luciani tinha hoje, 47”.

Luciani havia sido vista pela última vez em 4 de março

O desaparecimento foi registrado na segunda-feira (9). Na quarta-feira (11), um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino (SC). A Polícia Civil confirmou que os restos mortais eram de Luciani na sexta-feira (13).

Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime

cometido contra a corretora: a administradora da pousada onde Luciani morava, um vizinho de porta da corretora e a namorada deste vizinho.

“Tudo indica um crime patrimonial, de latrocínio, que tinha como objetivo ter vantagens. Tentar seguir com a vida da vítima, fazendo compras, aquisições, talvez até transferências de outros bens”, afirma o delegado Anselmo Cruz.

PETS DA VÍTIMA FORAM RESGATADOS

Os animais de estimação da corretora de imóveis foram localizados e entregues aos familiares da vítima.

As buscas geraram mobilização nas redes sociais. Conforme a autoridade policial, a cadela foi encontrada em uma rua da praia do Santinho.

Já Clarinha foi vista nas imediações de uma pousada na região. Uma funcionária do local acionou a médica veterinária Kátia Chubaci, que providenciou o resgate do animal em segurança.

DO DESAPARECIMENTO À LOCALIZAÇÃO DO CORPO

Segundo um familiar, mensagens enviadas pelo celular da corretora com vários erros gramaticais, após um tempo sem conseguir qualquer contato com ela, chamaram a atenção da família, que passou a desconfiar se era realmente Luciani quem estava digitando.

Embora morasse sozinha na cidade, Luciani mantinha contato diariamente com a família por mensagens e ligações, segundo Matheus.

Segundo a Polícia Civil, as partes do corpo foram divididas em cinco pacotes diferentes e levadas com o carro da própria vítima até uma ponte, na área rural da cidade, e jogadas em um córrego. Apenas uma sacola foi localizada.