A Casa Branca reagiu com críticas contundentes às declarações de Joe Kent, ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, que deixou o cargo após contestar a ofensiva militar contra o Irã. A resposta foi liderada pela secretária de imprensa Karoline Leavitt, que buscou desqualificar as alegações do ex-dirigente sobre a inexistência de uma ameaça iminente.
Segundo Leavitt, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou a decisão com base em informações consideradas consistentes e provenientes de múltiplas fontes. Em publicação na rede X, ela afirmou que Trump “tinha provas fortes e convincentes de que o Irã iria atacar os Estados Unidos primeiro”, acrescentando que as evidências “foram compiladas a partir de muitas fontes e fatores”.
CASA BRANCA REFORÇA AUTORIDADE DE TRUMP
A porta-voz também enfatizou que a definição de ameaças à segurança nacional cabe exclusivamente ao presidente. “O comandante-em-chefe determina o que constitui ou não uma ameaça, porque é ele quem está constitucionalmente habilitado para fazê-lo — e porque o povo americano confiou nele, e somente nele, para tomar tais decisões finais”, declarou.
GOVERNO REJEITA ACUSAÇÕES DE INFLUÊNCIA EXTERNA
Leavitt criticou diretamente as declarações de Kent de que a decisão de entrar em guerra teria sido influenciada por pressões externas, incluindo Israel. Para a porta-voz, a alegação é “absurda” e a sugestão de interferência estrangeira nas decisões de Trump seria “insultante e risível”.
Aliados do presidente também elevaram o tom contra o ex-diretor. O ex-diretor de comunicações da Casa Branca, Taylor Budowich, classificou Kent como “egomaníaco enlouquecido” e “perdedor”. Já a ativista Laura Loomer afirmou que vinha alertando sobre o ex-dirigente “há muito tempo”.



