O PT (Partido dos Trabalhadores) publicou uma resolução que conecta o escândalo do Banco Master, liquidado pelo BC (Banco Central), com o governo de Jair Bolsonaro (PL) e com o pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL). A resolução exaltou a investigação feita durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e evidenciou a presença de ‘dois projetos distintos de nação em disputa’.
O lado defendido por Lula é descrito como o ‘Brasil que respeita a ciência, investe em universidades públicas, fortalece o SUS (Sistema Único de Saúde)’, valoriza a cultura e enfatiza que conhecimento, saúde e educação são pilares de um projeto de desenvolvimento soberano.
Por outro lado, o PT afirma que o projeto adversário exalta um país que adota ‘negacionismo, racismo, sabotou a compra de vacinas durante a pandemia, espalhou mentiras contra a ciência, extinguiu o Ministério da Cultura e atacou as universidades públicas’.
O partido argumenta que ‘o escândalo do Banco Master é o reflexo desse modelo’, destacando que a fundação do banco ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), apesar do Banco Central informar que o Master foi criado em 2021, enquanto Bolsonaro esteve no poder entre 2019 e 2022.
Segundo o PT, ‘o banco foi fundado e operou livremente durante o governo Bolsonaro, acumulando indícios de gestão fraudulenta, corrupção e irregularidades’. O partido também critica a gestão do ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro para liderar a instituição.
O cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Fernando Zettel, fez doações milionárias para as campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo. O PT alega que o banco possui relações próximas com a direita brasileira e com governos alinhados ao bolsonarismo.
O texto ainda critica o ex-diretor de fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, indicado durante o governo Bolsonaro, por atuar como um ‘empregado-consultor do próprio dono do banco’. Além disso, destaca que ‘governadores bolsonaristas adquiriram títulos podres com dinheiro público’, citando Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, que tentou salvar o Banco Master com recursos públicos.
A resolução do PT finaliza afirmando que ‘esses elementos demonstram um sistema de relações promíscuas entre operadores políticos, interesses financeiros e setores do Estado, que privilegiam poucos em detrimento do interesse nacional’.



