Uma nova greve dos caminhoneiros foi alinhada em uma reunião realizada em Santos, nesta segunda-feira (16), segundo informou o presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, conhecido como Chorão, em entrevista ao portal Agência Transporte Moderno. A greve é mais um dos reflexos das altas agressivas do óleo diesel no país.
De acordo com o painel online ValeCard, o diesel tipo S-10 registrou um aumento de 18,86% desde o último dia 28 de fevereiro, quando foram iniciados os conflitos no Oriente Médio. O preço do diesel comum teve alta ainda maior no mesmo período, de mais de 22%.
A orientação é de que os motoristas fiquem em casa e que não bloqueiem as estradas. Chorão afirma que paralisações poderiam começar já nesta quinta-feira (19). Alguns movimentos independentes dizem que há manifestações já previstas para esta quarta (18).
O presidente da Fetrabens, Everaldo Bastos, destacou: “Como federação estamos mostrando nosso descontentamento e que as entidades sindicais filiadas à Fetrabens estão unidas com o caminhoneiro e vendo a possibilidade de auxiliar e intervir nesta situação de risco que é o desabastecimento e o aumento excessivo dos preços do combustível”.
Segundo Sérgio Pereira, diretor da ANTC, a greve terá início a partir das 18h de quarta-feira (18), após deliberação em assembleia conjunta com o Sinditac. A paralisação é em protesto contra a alta no preço do diesel.
Alê Delara, sócio-diretor da Pine Agronegócio, ressaltou que os aumentos no preço do diesel afetam diretamente o setor do agronegócio, trazendo problemas adicionais à produção. A possibilidade de uma nova paralisação preocupa produtores e caminhoneiros.
O Sindicam Santos afirmou estar negociando atualmente com todas as lideranças sindicais de representação da categoria para definir os próximos passos. A advogada Luciana Saldanha destaca a organização da manifestação em comparação com o ocorrido em 2018.
Os impactos para o agronegócio são alarmantes, conforme apontou o sócio-diretor da Pine Agronegócio, Alê Delara, tendo em vista que os preços elevados e a falta de combustível comprometem os trabalhos de campo em diversas regiões, impactando diretamente a produção agrícola.
Diante deste cenário, a possibilidade de paralisação dos caminhoneiros é vista como uma medida de protesto necessária diante do aumento abusivo do diesel e da falta de resposta do Governo Federal frente às demandas da categoria. A situação preocupa tanto os caminhoneiros quanto os produtores rurais, impactando diretamente a cadeia de abastecimento do país.



