A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) realizou um experimento controverso na Alesp ao se pintar de preto durante seu discurso para criticar a presença de mulheres trans em espaços femininos, na quarta-feira (18).
Durante seu discurso, Fabiana questionou a escolha da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados, alegando que estava realizando um “experimento social” para ilustrar sua posição.
Explicando sua ação, Fabiana disse: “Eu quero justamente mostrar, não adianta eu me maquiar, eu não sei as dores que vocês passaram, não adianta eu fingir algo”, enquanto se maquiava de preto.
Os comentários da deputada levantaram questões sobre a legitimidade da participação de mulheres trans em questões femininas, com Fabiana afirmando: “Transexual tem que ser respeitado, sim […], mas eu também não quero que nenhum trans tire o meu lugar”.
Por fim, a deputada criticou veementemente a escolha de Erika Hilton para presidir a Comissão da Mulher, sugerindo a separação das pautas das mulheres e das mulheres trans, afirmando que ‘‘uma trans está tirando o espaço de fala de uma mulher’’.
O discurso de Fabiana Bolsonaro gerou polêmica e levantou debates sobre inclusão e representação no cenário político, com diversos setores da sociedade se manifestando sobre as declarações feitas.
Ao refletir sobre o ocorrido na Alesp e as repercussões das declarações da deputada, é evidente a necessidade de um diálogo respeitoso e inclusivo sobre questões de gênero e representação política, promovendo uma sociedade mais justa e igualitária para todos os indivíduos.
As declarações de Fabiana Bolsonaro na Alesp ressaltam a importância de discutir de maneira aprofundada e respeitosa a presença de mulheres trans em cargos e comissões voltadas para a defesa e promoção dos direitos das mulheres, visando assegurar a ampla representação e inclusão em todos os níveis de poder e decisão política.’



