O presidente da Câmara, Hugo Motta, determinou que cabe à Casa decidir sobre a perda de mandato dos deputados condenados pelo STF por corrupção passiva. Esse cenário envolve Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) após serem condenados em um caso de desvios de emendas parlamentares.
A análise será realizada respeitando os trâmites internos da Câmara, de acordo com Motta, após o trânsito em julgado do processo. Na Primeira Turma do STF, os parlamentares foram condenados por corrupção passiva, embora tenha sido afastada a acusação de organização criminosa.
O julgamento iniciou na semana passada, onde foram apresentadas provas de um esquema envolvendo solicitação de propina em troca da destinação de recursos federais, totalizando mais de R$ 1,6 milhão em movimentações ilícitas. A Procuradoria-Geral da República e as defesas expuseram seus argumentos durante o processo.
No voto, o ministro Cristiano Zanin salientou que havia “provas robustas” da prática solicitada pelo grupo, correspondente a 25% do valor das emendas destinadas ao município de São José de Ribamar. A maioria dos ministros já votou pela condenação, restando apenas o voto de Flávio Dino, o que tende a uma decisão unânime.
A condução do processo de análise para perda de mandato será realizada “de maneira regimental”, conforme Hugo Motta. Os desdobramentos incluem a definição do afastamento ou permanência dos deputados envolvidos após a conclusão do processo na Câmara. A decisão do STF e o posicionamento da Casa geraram repercussão no cenário político nacional.
A análise da perda de mandato dos deputados condenados por corrupção passiva pelo STF gera tensões no Congresso Nacional. Hugo Motta destaca a importância de seguir os trâmites legais para a resolução desse caso delicado, resguardando a legitimidade das decisões do Legislativo.



