Se quiserem pegar Lulinha, precisam ir atrás da amiga

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O Lulinha já tem empresa em Madri. Pediu em janeiro e o registro ocorreu no início de fevereiro. A empresa se chama Synapta, com “y”, que os espanhóis chamam de “i griega”, e, segundo a Folha de S.Paulo, atua com tecnologia, consultoria, informática, soluções digitais e oportunidades de negócios. É bem ampla, diversidade absoluta. O capital é o mínimo exigido pela lei espanhola: 3 mil euros, o que equivale hoje a R$ 18 mil. Conto isso porque já avisei aqui que não adianta quebrar o sigilo do Lulinha; ele está calejado e já toma muitos cuidados.

Quem tem a informação mesmo é a Roberta Luchsinger, o elo entre Lulinha e o “careca do INSS”. Ela tem toda a expertise, foi casada com o ex-delegado federal Protógenes Queiroz e é neta de um ex-acionista do banco Credit Suisse. Sabe tudo sobre bancos e transferência de dinheiro. Existe, por exemplo, uma agência chamada Vulcano Viagens.

Jorginho Mello fez relato assustador sobre saúde de Bolsonaro. Fiz uma palestra na Igreja Evangélica Embaixada, em Balneário Camboriú, e antes de mim palestrou o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello. Ouvi a palestra dele e fiquei impressionado quando ele contou a impressão que teve ao visitar Jair Bolsonaro. Disse que, entre uma palavra e outra, havia soluços e uma espuma na boca. Para conter o soluço, existe uma anestesia do músculo torácico que provoca esse espasmo, mas também faz parar a respiração, e que Bolsonaro está no pior momento físico da vida dele. Jorginho Mello desabafou: “O que ele tem de pagar? Tem de pagar pelo quê?” É a mesma pergunta que todos nós fazemos.

O governador contou outras coisas que eu não sabia. Ele disse que, em Santa Catarina, invasão de propriedade alheia não dura 24 horas: “ou os invasores saem por carinho ou saem por empurrão”, disse ele. Contou também que prestigia a Polícia Militar, elogiou as mulheres da PM e contou que mandou substituir as molas das pistolas das policiais femininas. Imagino que seja a mola do ferrolho, porque muitas vezes o ferrolho é difícil de segurar, a mão escapa e, em uma emergência, se não houver cartucho na câmara, é preciso fazer esse movimento e isso demanda músculo.

Votação no STF pode agravar fuga de cérebros. O governador ainda contou uma história sobre idosos em uma cidade catarinense chamada Piratuba, disse que são os últimos a descer do ônibus, que descem com dificuldade e ele ajuda na descida. As pessoas olham apenas a capacidade física e esquecem que a cabeça está a mil, com o máximo de conhecimento adquirido ao longo de uma vida toda.

O STF está julgando a aplicação do artigo 201, parágrafo 16, da Constituição, que diz que as pessoas que chegarem aos 75 anos no serviço público devem ser aposentadas. Esse trecho remete a um outro, no artigo 40, que afirma “de acordo com lei complementar”, e essa lei complementar ainda não existe.

O relator Gilmar Mendes já votou pela aplicação imediata do trecho constitucional, sem necessidade da lei complementar. Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin o acompanharam. Qual o perigo disso? A perda de cérebros. Vejam o caso da Mariângela Hungria, pesquisadora da Embrapa que ano passado ganhou o World Food Prize, o ‘Nobel da agricultura’.

A cada dia que passa, ela tem ainda mais conhecimento; quando fizer 75 anos, vai ter de ir embora? Também perdemos o astronauta que ficou trabalhando na Nasa e não aqui no Brasil, porque no Brasil dizem: “você chegou a coronel, mas não fez os cursos, não vai virar brigadeiro”. Não importa se ele esteve lá em cima, se foi pioneiro entrando com a bandeira do Brasil na Estação Espacial Internacional.