A equipe médica de Jair Bolsonaro (PL), responsável pelos relatórios que baseiam os pedidos de prisão domiciliar do presidente, conta com profissionais com posicionamentos políticos declarados, como um antipetista e primos do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
O cirurgião-geral Claudio Birolini, responsável pelos boletins, tem compartilhado críticas ao governo Lula e ao STF nas redes sociais, assim como reprovações a ator Wagner Moura, alvo da direita durante a premiação do Oscar.
Além disso, Birolini tem se manifestado contra o projeto de lei de Randolfe Rodrigues que combate o discurso de ódio contra mulheres na internet, classificando a iniciativa como “vigilância total disfarçada”.
A junta médica é composta pelo cardiologista Brasil Caiado, primo do governador, e Leandro Echenique, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. e Allisson B. Barcelos Borges. Outro primo de Caiado, o psicólogo Ricardo Caiado, também atendeu Bolsonaro recentemente.
Em meio a críticas e compartilhamentos políticos, Birolini prefere não comentar sobre a saúde do ex-presidente fora dos boletins oficiais. Ele destacou suas qualificações profissionais e afirmou que as escolhas dos profissionais de saúde são pautadas pela família.
Os advogados de Bolsonaro têm buscado sua prisão domiciliar com base em relatórios médicos, mas o STF tem negado, argumentando que o estabelecimento prisional tem condições de garantir o tratamento adequado e a dignidade do sentenciado.
O quadro de broncopneumonia, agravado pela facada recebida em 2018, foi identificado como principal causa da última internação do ex-presidente, que permanece na UTI sem previsão de alta, mas apresentando evolução clínica positiva.
A atuação dos médicos e suas conexões políticas têm gerado discussões sobre imparcialidade e interferência ideológica no caso de Bolsonaro, enquanto a defesa e a equipe médica seguem defendendo a prisão domiciliar como medida mais adequada no momento.



