Caminhoneiros decidem não fazer greve por alta do diesel

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Caminhoneiros decidiram que não vão fazer greve. A decisão foi tomada em assembleia na Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista). Segundo apurado pelo UOL, essa assembleia é considerada ‘soberana’ e decisões tomadas nela são seguidas por caminhoneiros de outros estados.

Categoria vai aguardar sete dias e, passado esse período, vai reavaliar o cenário. Por conta disso, uma nova assembleia vai ocorrer no dia 26 de março. O presidente do Sindicam, Luciano Santos, disse que a categoria está negociando com o governo e ‘não é o momento de greve’.

Prazo de sete dias foi estabelecido para que caminhoneiros possam negociar pontos da MP (medida provisória) com o governo federal. A MP 1.343/2026 foi publicada hoje em edição extra no Diário Oficial da União e prevê punições para as empresas que não pagam preço mínimo de frete aos motoristas. A fiscalização será feita pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), com o aumento da fiscalização para 100% dos fretes.

Caminhoneiros vão se reunir com Boulos em 25 de março. O encontro de integrantes da categoria com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência foi confirmado pela CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística).

‘Para nós, o piso mínimo é dignidade e qualidade de vida para os caminhoneiros. Se subir o diesel, agora, com as regras dessa MP, o frete subirá também’, afirmou Luciano Santos, presidente do Sindicam.

‘A gente continua em estado de alerta’, diz Wallace Landim, o Chorão, presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores).

Wallace observou que a categoria está empenhada em ajustes no texto da MP. ‘Agora a gente vai trabalhar em conjunto com todas as lideranças (para) a partir de segunda-feira (ter uma) reunião em Brasília para colocar emendas dentro da MP para proteger a categoria referente a questão de seguros, GR, identificação do peso dos caminhões, entre outras coisas.’

Ameaça de paralisação cresceu com aumento de 18,86% no preço do diesel desde fevereiro, devido a conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã. Governo atua para segurar preço, zerando alíquotas de PIS e Cofins sobre diesel e buscando redução de ICMS nos Estados.

Associações cobram volta da Petrobras na distribuição para regular preços. ANP e PF ampliam fiscalização de postos. Para Carlos Dahmer, CNTTL, medidas são cruciais para garantir sobrevivência da categoria.