A Polícia Civil de Goiás prendeu um suspeito de desviar e revender ilegalmente ingressos do MotoGP com valores até três vezes maiores. A Operação Pole Position cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Goiânia e Aparecida, além do mandado de prisão preventiva.
O grupo especializado no desvio e revenda ilegal obtinha lucros de até 200% e utilizava acesso à organização do evento por meio de empresas do ramo de turismo. As investigações revelaram que os ingressos eram revendidos desvinculados dos pacotes turísticos a preços superiores, prejudicando os consumidores.
O suspeito, cujo nome não foi divulgado, confessou a prática, porém alegou desconhecimento da ilegalidade. O delegado Willian Bretz destacou a atuação do indivíduo no cambismo, enfatizando que a revenda ocorria de forma livre nas redes sociais.
O delegado Bretz informou que os ingressos do setor F, que custavam R$ 500, eram vendidos pelo grupo por R$ 1,5 mil. O suspeito é investigado por crimes de cambismo e facilitação ao cambismo, com penas que podem chegar a mais de 11 anos de reclusão.
Segundo a polícia, as empresas de turismo envolvidas negociavam ingressos corporativos com os parceiros oficiais da organização, se aproveitando de brechas para vendas ilegais. Bretz orientou o público a adquirir ingressos somente pelos canais oficiais para evitar fraudes.
"A gente orienta para que não seja vítima, seja de um ingresso falsificado, seja de um ingresso que tenha sido cancelado por ter sido descoberto que aquele ingresso é da prática de cambismo", alertou o delegado.
A prisão do suspeito representa um avanço na investigação e repressão a crimes relacionados à comercialização ilegal de ingressos. A Polícia Civil segue apurando o caso para identificar e punir todos os envolvidos no esquema fraudulento.
O caso evidencia a importância de se combater o comércio ilegal de ingressos, ressaltando a necessidade de conscientização do público sobre os riscos de adquirir entradas em canais não oficiais. É fundamental que os consumidores estejam atentos para não serem lesados por práticas criminosas como o cambismo.



