Procon registra queixas contra alta nos preços dos combustíveis em Campinas
O Procon de Campinas recebeu 18 denúncias de consumidores por possíveis preços abusivos de combustíveis desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro. As denúncias foram registradas até 19 de março – o que representa quase 1 queixa realizada por dia.
As reclamações envolvem gasolina, diesel, etanol e GNV, em diferentes regiões da cidade – confira abaixo. Ainda segundo o Procon, no ano de 2025 inteiro, nenhuma reclamação do tipo foi registrada pelo órgão na metrópole.
Os preços do barril do petróleo e derivados registraram fortes altas nas últimas semanas. Ataques a refinarias e reservas, além do impasse pelo Estreito do Ormuz, pressionam o mercado. O governo federal anunciou diminuição de tributos e um subsídio para o diesel, mas o efeito ainda não é sentido nas bombas.
Para o diretor do Procon, Paulo Giglio, um aumento de valores não é automaticamente considerado abusivo, mas a guerra, por si só, não justifica reajustes, já que seus efeitos recaem principalmente sobre importadores.
ONDE OCORRERAM AS DENÚNCIAS
Região Norte: 7
Região Leste: 6
Região Noroeste: 2
Região Sul: 1
Região Sudeste: 1
Os tipos de combustíveis citados nas denúncias foram:
Gasolina: 14
Diesel: 5
Etanol: 3
GNV: 2
O QUE DIZEM PROCON E RECAP?
O diretor do Procon Campinas, Paulo Giglio, explicou que a simples alta de preços não caracteriza abuso. Giglio reforçou que os efeitos da guerra não podem ser usados como justificativa automática.
Segundo o diretor, as denúncias são analisadas caso a caso. Após a fiscalização, o Procon notifica a gerência do posto, que tem um prazo para apresentar defesa, e a resposta é analisada. Os dados, então, são repassados para a Secretaria Nacional do Consumidor.
O Recap, por sua vez, afirma que os aumentos têm origem nos repasses feitos pelas distribuidoras desde o início do conflito. Para Queiroz, é possível que haja novos aumentos por conta do cenário de incerteza e do preço do barril do petróleo.



