Um homem de 45 anos foi assaltado após ser rendido por um grupo e ficar desacordado devido a um golpe de “mata-leão” em frente à própria casa, na Rua Doutor José Foz, na Vila São Jorge, em Presidente Prudente (SP), na madrugada desta sexta-feira (20).
De acordo com o Boletim de Ocorrência, a vítima relatou à polícia que estava em frente à sua casa, por volta das 5h, quando foi abordada por quatro homens. Um deles anunciou o crime dizendo “Perdeu, perdeu, perdeu” e exigiu os pertences.
Detalhes do Assalto
Na tentativa de evitar o roubo, a vítima tentou jogar o próprio celular para dentro de casa, através da grade do portão. Com isso, um dos suspeitos aplicou o golpe de estrangulamento por trás, fazendo com que o homem perdesse a consciência. Ao acordar, ele percebeu que seu telefone celular havia sido roubado.
Logo após o crime, a Polícia Militar foi acionada e iniciou patrulhamento pela região. Durante as buscas, os agentes localizaram três indivíduos com as características descritas pela vítima.
Prisão dos Suspeitos
Os suspeitos tentaram fugir a pé quando perceberam a presença da viatura, mas foram detidos. Durante a abordagem, os policiais encontraram o celular da vítima escondido embaixo de uma árvore, próximo ao local onde um dos homens foi detido.
Segundo a polícia, a vítima reconheceu dois dos três suspeitos como integrantes do grupo que realizou o assalto. Os homens, de 24 e 33 anos, foram presos, e o terceiro abordado foi ouvido e liberado.
Histórico dos Suspeitos
Um dos suspeitos, de 24 anos, confessou a participação direta no crime e revelou como o grupo selecionou a vítima. Ele também afirmou ser usuário de crack e disse que o objetivo era subtrair objetos que pudessem ser trocados por drogas.
O outro suspeito, de 33 anos, era considerado evadido do sistema prisional. Ele havia fugido do CPP de Valparaíso em janeiro de 2026 e possui condenações que somam mais de 21 anos de prisão por roubos anteriores. Contra ele, havia um mandado de prisão em aberto expedido há dois meses.
Desdobramentos
Diante dos fatos, a Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva. No despacho, o delegado destacou que a liberdade dos suspeitos representaria um risco à ordem pública. O caso foi registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil de Presidente Prudente como roubo qualificado (em razão do concurso de duas ou mais pessoas).



