Desde a sexta-feira (20), o outono iniciou com uma notícia preocupante para a região metropolitana de São Paulo: o sistema integrado de abastecimento apresenta o menor nível desde 2017, operando com apenas 56% da capacidade, conforme dados da Sabesp. Esse volume é superior apenas ao registrado em 2016, quando o período seco se iniciou com 46% do total.
No começo do verão passado, em dezembro, o sistema integrado, composto por sete mananciais, estava operando com meros 27% da capacidade, indicando uma situação crítica. O verão foi marcado por chuvas que contribuíram para uma recuperação parcial dos níveis das represas que abastecem a capital. De forma destacada, a Guarapiranga está hoje com 93% da capacidade e a Billings também registrou forte recuperação.
No entanto, mesmo com esses avanços, o Sistema Cantareira, responsável por atender aproximadamente 8,8 milhões de pessoas, ainda se encontra abaixo do ideal, operando com 43% da capacidade. No início do verão, o índice estava pouco acima de 20%, indicando uma melhora significativa.
Preocupação com a chegada do período seco
A chegada do período seco traz consigo a preocupação, já que entre abril e setembro a média de chuvas na região do Cantareira é de 360 milímetros. Projeções do Cemaden indicam que, mesmo com chuvas dentro do esperado, o sistema deve terminar setembro na faixa de alerta, com no máximo 40% da capacidade.
Especialistas avaliam que, apesar da melhora, ainda existem desafios estruturais a serem enfrentados. A SOS Mata Atlântica destaca que as perdas por vazamentos e furtos de água chegam a quase 30%, além da necessidade de buscar água cada vez mais longe devido à poluição dos rios da capital.
Procurada para comentar sobre a situação, a Sabesp indicou a SP Águas, agência do governo estadual responsável pela gestão dos recursos hídricos. A diretoria reconheceu a previsão de um outono mais quente e seco, e afirmou que há campanhas de economia de água e investimentos em andamento para reduzir perdas e melhorar a qualidade dos rios.
Desafio de manter o abastecimento
A situação atual das represas que abastecem a região metropolitana de SP reflete um cenário desafiador para o fornecimento de água à população. Com quedas significativas nos níveis de abastecimento, é fundamental que medidas efetivas sejam adotadas para garantir o acesso a água potável para milhões de pessoas.
A importância da conscientização sobre o uso racional da água e a necessidade de investimentos em infraestrutura para reduzir as perdas são aspectos cruciais a serem considerados. Diante da iminência do período seco, a gestão hídrica deve ser priorizada, visando a segurança hídrica e o bem-estar da população.
O desafio de enfrentar a escassez hídrica e garantir o abastecimento adequado de água torna-se cada vez mais urgente, exigindo ações coordenadas e eficazes por parte das autoridades e da sociedade como um todo.



