Novas imagens expõem tragédia do colapso da ponte JK em Aguiarnópolis

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Imagem da câmera de caminhão registra o momento em que a ponte JK caiu em Aguiarnópolis

Mais de um ano após o desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, familiares das vítimas ainda enfrentam a dor da perda e cobram respostas. Novas imagens divulgadas nesta semana, que mostram o momento em que veículos foram arremessados com a queda da estrutura, reacenderam o sofrimento de parentes, como os da jovem Lorena Ribeiro, que estava em uma motocicleta e foi a primeira vítima identificada.

Lorena Ribeiro, que na época tinha 25 anos, foi a primeira vítima identificada após o desabamento. Ela estava em uma motocicleta quando a estrutura cedeu e o veículo foi arremessado com o impacto. Para a irmã, Amanda Rodrigues, apesar do tempo, a dor da perda continua.

Novas imagens reacendem debate sobre colapso de ponte entre TO e MA

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que há várias ações em tramitação ajuizadas por particulares, entes públicos e organizações da sociedade civil. São discutidos vários tipos de indenização, incluindo danos materiais, danos morais, lucros cessantes e eventuais danos ambientais. Não há um prazo de quando as indenizações começarão a ser pagas.

“Estão em tratativas, junto à Justiça Federal, iniciativas voltadas à realização de mutirões com foco na busca de soluções consensuais, com o objetivo de conferir maior celeridade e efetividade às respostas às famílias atingidas” (veja nota completa abaixo).

Lorena deixou dois filhos e o sonho de cursar Direito. O corpo dela foi encontrado no dia 22 de dezembro de 2024, mesmo dia em que a ponte desabou. Desde então, a família não teve notícias sobre a indenização.

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RELEMBRE O ACIDENTE

A ponte colapsou por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro de 2024. No desabamento, caíram no Rio Tocantins três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões, sendo que dois deles carregavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e os outros dois levavam 22 mil litros de defensivos agrícolas.

Antes da ponte cair, moradores do Tocantins e do Maranhão alertavam as autoridades sobre a situação da estrutura. A queda aconteceu no exato momento em que o vereador de Aguiarnópolis, Elias Júnior (Republicanos), filmava o local para denunciar os problemas da ponte.

O que restou da ponte passou por uma implosão em fevereiro de 2025. Logo após o procedimento, as obras da nova estrutura que passa pela rodovia BR-226 começaram. A nova ponte foi inaugurada no dia 22 de dezembro de 2025.

ÍNTEGRA DA NOTA DO DNIT

O DNIT informa que as demandas relacionadas às indenizações decorrentes do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, ocorrido entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), em dezembro de 2024, encontram-se atualmente judicializadas.

Há diversas ações em tramitação, ajuizadas por particulares, por entes públicos — como o Ministério Público — e por organizações da sociedade civil. Nessas demandas, são discutidos diferentes tipos de indenização, incluindo danos materiais, danos morais, lucros cessantes e eventuais danos ambientais.

Nesse contexto, estão em tratativas, junto à Justiça Federal, iniciativas voltadas à realização de mutirões com foco na busca de soluções consensuais, com o objetivo de conferir maior celeridade e efetividade às respostas às famílias atingidas. Também há a possibilidade de celebração de acordos, observados os procedimentos e critérios estabelecidos na Portaria nº 498/AGU, a partir da análise de viabilidade jurídica e administrativa das propostas apresentadas pelas partes envolvidas.

No momento, não é possível estabelecer uma previsão geral para o pagamento das indenizações. No caso das ações judiciais, eventuais pagamentos dependerão do regular andamento processual e ocorrerão por meio de requisições judiciais, como precatórios ou RPVs (Requisições de Pequeno Valor), após decisão definitiva.

A condução das demandas judiciais envolve a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU), por meio do DNIT e dos órgãos de representação judicial da autarquia, em articulação com o DNIT e demais órgãos competentes.

As famílias interessadas devem acompanhar o andamento de seus processos por intermédio de seus advogados, no caso de ações individuais, ou por meio do Ministério Público e de associações representativas, nas ações coletivas.

Por fim, destaca-se que há diversas ações judiciais em curso sobre o tema, em diferentes fases processuais — incluindo fase inicial, produção de provas, análise judicial e tentativas de conciliação —, o que reforça a complexidade do caso e a necessidade de tratamento individualizado das demandas.