Jovens com síndrome de Down mostram rotina no mercado de trabalho em SP

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Jovens com síndrome de Down compartilham rotina no mercado de trabalho em SP

Vestir o uniforme, bater o ponto, lidar com clientes e colegas de equipe, e, no fim do mês, planejar o que fazer com o próprio salário. Para muitos, essa é apenas a rotina comum da vida adulta. Mas para os jovens Gabriel Barbosa, de 22 anos, e Ana Carolina Piragine Paiva, de 27, ambos de Ribeirão Preto (SP), a carteira de trabalho assinada é o passaporte para a independência.

Gabriel atua como atendente em uma rede de fast food, enquanto Ana Carolina trabalha como auxiliar de suporte administrativo em uma empresa de telemarketing. Diagnosticados com síndrome de Down, os dois mostram que, de forma gradual e com muito estímulo familiar, o mercado começa a abrir portas para pessoas atípicas no Brasil.

No Dia Internacional da Síndrome de Down, neste sábado (21), o DE mostra a rotina profissional de jovens com a condição genética, os desafios do dia a dia nas empresas e o impacto que a autonomia financeira traz para o desenvolvimento pessoal de cada um.

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“Eu queria continuar trabalhando no meu trabalho de sempre, continuar sendo atendente de restaurante, eu realmente amo”, conta Gabriel.

ROTINA NO BALCÃO E OS PLANOS DE CONSUMO

Para chegar ao posto de atendente em uma grande rede de fast food em um shopping Iguatemi, Gabriel passou por um processo de capacitação através do curso “Trampolim”, do Senac. Há um ano e três meses na empresa, ele construiu uma rotina multifuncional e intensa.

No dia a dia, ele assume diversas funções operacionais na cozinha e no salão, mas é no contato com o público e com a equipe que ele encontra sua maior motivação para estar na empresa.

“Eu mexo com bebida, ajudo o pessoal a fazer os lanches, preparo o bacon, levo o lixo e organizo as caixas. O que eu gosto também é do contato com as pessoas. Gosto muito de conversar com as pessoas. (…) No meu trabalho eu tenho amigos: o Davi, o Abner e o Carlos. Eles me ajuda muito”, conta Gabriel.

O PESO DO CRACHÁ

Aos 27 anos, Ana Carolina, a Carol, encontrou no setor de suporte administrativo a sua realização profissional. Trabalhando em uma empresa de telemarketing, ela lida diariamente com demandas focadas, e entende a seriedade das próprias responsabilidades.

“A primeira parte é focar no trabalho primeiro, depois nos estudos. Lá no meu trabalho eu separo telegramas e encho garrafa de água para os meus supervisores, para ajudar eles. Eu gosto das atividades e sempre quero me desafiar com as tarefas”, detalha Carol.