Foragido suspeito do ‘Lobo de Batel’ é encontrado com mais de R$ 1 milhão em SC

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Foragido suspeito de fraude bilionária é encontrado com mais de R$ 1 milhão em espécie dentro de hotel de SC — Foto: PM/Divulgação

Os dois policiais militares de Santa Catarina que foram presos suspeitos de cobrar dinheiro para não prender o foragido José Osvaldo Dell’Agnolo, conhecido como ‘Lobo do Batel’, foram soltos. A informação foi confirmada pela defesa dos investigados neste sábado (21), após decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Conforme a denúncia, Bruno Israel dos Santos Czerwonka e Milton Prestes dos Santos Junior foram atender uma denúncia que dava conta do paradeiro do homem em um hotel de luxo em Itapema (SC), mas saíram do local com R$ 500 mil e alguns dólares. Eles negam o crime.

O caso aconteceu no dia 6 de dezembro. Segundo o comando da PM, Dell’Agnolo foi detido no mesmo dia com R$ 5 milhões em espécie após a polícia ser acionada novamente ao hotel e, desta vez, executar a prisão.

PM prendeu foragido

O mandado contra Dell’Agnolo foi expedido pela Justiça Federal de Curitiba no fim do ano de 2025. Segundo a Polícia Federal, ele é apontado como chefe da organização que teria movimentado mais de R$ 1 bilhão e causou prejuízo a centenas de vítimas (assista abaixo). A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Dell’Agnolo.

Na época da prisão, conforme o auto de prisão, os militares foram até o hotel por volta das 8h de sábado para atender uma denúncia sobre a presença de um homem usando nome falso no local. Eles, porém, teriam encerrado a ocorrência como averiguação de pessoa em atitude suspeita e o liberaram.

Logo depois, a PM recebeu outra denúncia e outros policiais foram ao local, identificando que existia um mandado de prisão em aberto em desfavor dele.

Diante dessas Informações a guarnição do PPT e agência de Inteligência foram cumprir o mandado de prisão; que durante entrevista com o preso, este revelou que os dois policias responsáveis pela ocorrência da manhã teriam subtraídos uma quantia aproximada de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) e alguns dólares, cita o documento.

Reações iniciais

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Em depoimento, Dell’Agnolo relatou estar dormindo quando os policiais entraram no quarto do hotel e perguntaram “quanto vale sua liberdade”. Como resposta, ele teria dito R$ 500 mil e ainda separou o dinheiro que estava na mala, tendo dado ainda outras notas em dólar.

Na condição de representante do Policial Militar Bruno Czerwonka e enquanto sócio fundador do escritório Belens Advocacia, que patrocina sua defesa técnica, faço os seguintes esclarecimentos quanto ao caso:

Na tarde de 17/03/2026, o Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu Habeas Corpus impetrado pelo escritório em 06/02/2026 para revogar a prisão cautelar do representado, destacando a ilegalidade da fundamentação adotada e a desnecessidade da prisão.

Desfecho ou decisão

Com o recebimento da decisão monocrática oriunda de Tribunal Superior, o respeitável juízo competente expediu o alvará de soltura, colocando-o em liberdade. Recebemos com serenidade a decisão do Eminente Ministro Relator ao passo que esta materializa o que a defesa técnica sustenta desde o início das investigações: não há fundamento idôneo ou proporcional para justificar a prisão preventiva no caso.

Para além disto e por fim, em respeito ao alto sigilo processual e às destacadas instituições que atuam na apuração dos fatos, reafirmamos o compromisso com a inocência de Bruno Czerwonka no que tange os fatos investigados, destacando a total cooperação deste ao longo da investigação e da instrução processual, que atualmente se aproxima do encerramento.