Polícia prende 6 homens e 2 menores por agressão brutal contra capivara

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A Delegacia da Ilha do Governador (37ª DP) prendeu, neste sábado (21), seis homens e apreendeu dois menores suspeitos de participar do ataque brutal contra uma capivara na orla do Quebra Coco, no Jardim Guanabara, Zona Norte do Rio. Todos são moradores da comunidade do Guarabu.

De acordo com a Polícia Civil, a identificação dos suspeitos foi possível após a análise das imagens de câmeras de segurança e denúncias de moradores. Os agentes da delegacia da Ilha realizaram buscas na região do Guarabu durante a manhã e localizaram o grupo.

O caso ganhou grande repercussão após câmeras de segurança registrarem o grupo perseguindo e espancando o animal com pedaços de pau durante a madrugada. As imagens flagraram o momento em que a capivara tenta fugir, mas cai após ser atingida várias vezes.

Ataque brutal choca a população local

A violência contra a capivara revoltou a comunidade do Jardim Guanabara, que não poupou críticas aos agressores. “É inaceitável que esse tipo de crueldade ainda aconteça em pleno século XXI. Esperamos que a justiça seja feita e que essas pessoas sejam responsabilizadas”, desabafou um morador indignado.

Além disso, a vereadora Maria Silva afirmou que irá cobrar medidas mais enérgicas por parte das autoridades para evitar casos semelhantes no futuro. “É preciso conscientizar a população sobre a importância da proteção dos animais e punir exemplarmente aqueles que praticam atos de violência como esse”, destacou.

Em solidariedade à capivara agredida, ativistas dos direitos dos animais organizaram um protesto pacífico na orla do Quebra Coco, pedindo por justiça e respeito aos seres vivos.

Prisões e apreensões marcam desfecho do caso

Pouco depois das 12h30, a capivara foi capturada. Ela será encaminhada ao Núcleo Veterinário de Vargem Grande, onde receberá atendimento especializado.

Os seis adultos foram levados para a 37ª DP, onde permanecem presos. Os dois menores detidos foram encaminhados ao Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).

O delegado responsável pelo caso, Carlos Mendes, informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer por completo as circunstâncias do ataque. “Não vamos medir esforços para garantir que a justiça seja feita”, afirmou Mendes.