O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, durante uma cúpula na Colômbia, criticou o que chamou de retorno de uma abordagem colonial em relação às nações em desenvolvimento, apontando a destituição do ex-líder venezuelano Nicolás Maduro e o bloqueio de combustível de Cuba.
Lula fez referência à política dos EUA na região ao questionar a democracia ao lidar com Cuba e Venezuela. Ele ainda criticou a guerra EUA-Israel contra o Irã e mencionou o fracasso da ONU em conter conflitos globais.
Além disso, o presidente brasileiro denunciou a tentativa de posse de minerais críticos e terras raras de países em desenvolvimento, comparando com a colonização do passado.
Lula destacou a intervenção dos EUA na América Latina, mencionando Trump e suas ações no continente, como a imposição de tarifas ao Brasil e a captura de Nicolás Maduro, além de críticas à ONU. Diversos líderes regionais estiveram presentes na cúpula.
Em meio a profundas divisões no continente, poucos líderes da América Latina e Caribe compareceram ao evento. Lula, que planeja concorrer a um quarto mandato, reiterou o chamado contra a interferência externa e a falta de ação efetiva da ONU.
As críticas de Lula e outros líderes refletem a preocupação com a recorrência de uma abordagem imperialista nas relações internacionais, em contraste com o ideal de cooperação e respeito à soberania nacional.
O questionamento das ações dos EUA na região levanta debates sobre o papel das potências globais e a necessidade de reformas na governança internacional para garantir a paz e segurança globais.
A cúpula na Colômbia também abordou questões ambientais e a urgência de soluções climáticas, destacando a importância da cooperação multilateral para enfrentar desafios cada vez mais complexos em um mundo interconectado.



