Botos em profusão e polvo raro impressionam no litoral do Rio

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Imagens inéditas divulgadas neste domingo (22), Dia Mundial da Água, mostram a presença de baleias-jubarte, botos em profusão e uma espécie rara de polvo no litoral do Rio de Janeiro. Os registros foram feitos pelo Instituto Mar Urbano durante 3 anos de monitoramento contínuo na Baía de Guanabara e em praias cariocas.

Entre os destaques estão um grupo com mais de 600 botos-cinza e a aparição do polvo-pigmeu-do-atlântico, uma espécie raramente documentada na região. O espetáculo das manjubinhas que invadiram Copacabana no fim de 2025 é outra imagem de destaque.

Preservando a vida marinha

Segundo o projeto, a frequência e a diversidade desses animais indicam que áreas costeiras urbanas funcionam como locais de abrigo e circulação de vida marinha. “Cada mergulho que fazemos revela um segredo do oceano. Proteger nossas águas é garantir a vida e o futuro de todos nós que dependemos dela. No Dia Mundial da Água, reafirmamos nosso compromisso de conhecer para proteger e inspirar ações para aumentar a conservação do oceano”, disse Ricardo Gomes, presidente do Instituto Mar Urbano.

A Expedição Águas Urbanas conta com apoio da Águas do Rio e já realizou mais de 160 ações, incluindo cerca de 120 saídas de campo para pesquisa e monitoramento. O projeto também promove atividades de educação ambiental, exibições públicas de conteúdo audiovisual, limpezas subaquáticas e remoção de redes.

Além do trabalho no mar, a iniciativa desenvolve ações com escolas para aproximar estudantes do ambiente marinho. Parcerias com o Colégio Notre Dame, em Ipanema, e com a Escola Municipal Leopoldina, na Glória, resultaram na conquista do Selo Azul, reconhecimento ligado à Década do Oceano da Unesco.

Explorando a riqueza marinha

As imagens divulgadas revelam a presença de espécies como manjubinhas, coral-floco-de-neve, peixe-borboleta-amarelo e peixe-pedra no litoral do Rio de Janeiro. Essa diversidade chama a atenção para a importância da preservação ambiental e para a necessidade de políticas de conservação marinha mais efetivas.

Para 2026, a expectativa é expandir o monitoramento da biodiversidade marinha e aumentar as ações educativas no Rio, visando sensibilizar a população para a proteção dos oceanos e de todas as formas de vida que deles dependem.

Promovendo a educação ambiental

A iniciativa do Instituto Mar Urbano vai além do monitoramento da vida marinha, engajando escolas e comunidades na preservação dos recursos naturais. Com a conquista do Selo Azul e o envolvimento de estudantes, o projeto demonstra como a educação ambiental pode ser uma ferramenta poderosa na luta pela conservação dos oceanos.