O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem intensificado sua abordagem em relação às mulheres nos últimos meses, visando evitar a alta rejeição do eleitorado feminino observada nas pesquisas durante a campanha de seu pai, Jair Bolsonaro. Durante a época eleitoral de 2022, mais de 60% das mulheres rejeitavam o então presidente.
Membros do PL já defendiam, mesmo antes do início da corrida presidencial, a importância de dar mais atenção a esse grupo específico, iniciativa que Flávio vem colocando em prática, inclusive criticando Lula por falta de proteção às mulheres. Enquanto isso, os petistas reforçam postagens nas redes sociais resgatando declarações machistas de Bolsonaro.
Em discursos, entrevistas e postagens, Flávio tem intensificado sua aproximação com as mulheres, incluindo homenagens a figuras femininas inspiradoras, como Tatiana Sampaio, da UFRJ, responsável pela polilaminina, e Maria da Penha, que inspirou a lei de proteção às mulheres. O senador também tem criticado o aumento de feminicídios no governo, citando números da segurança pública para argumentar que as mulheres estavam mais protegidas na gestão de seu pai.
Contrastando com a postura beligerante de seu pai em relação às mulheres, Flávio tem dado indícios de sua proposta de zerar as filas nas creches públicas, além de focar em mães solteiras. Outro ponto de destaque será a atenção especial às mães de crianças com necessidades especiais, doenças raras e transtorno do espectro autista, juntamente com a defesa da família, pautas bolsonaristas.
O Partido Liberal tem como prioridade conquistar o voto feminino, conforme declara o ex-líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante. Uma possível estratégia é a indicação de uma mulher para compor a chapa de Flávio. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defende a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como opção.
A investida de Flávio não passou despercebida pelos petistas. Gleisi Hoffmann, ministra de Relações Institucionais, compartilhou um vídeo destacando ‘dez vezes em que Bolsonaro agrediu as mulheres’, enquanto Flávio contra-atacou com ‘nove vezes em que Lula desrespeitou as mulheres’. Mídias do governo têm apostado em ações voltadas para as mulheres, como os possíveis impactos do fim da escala 6×1, proposta durante o governo Lula.



