Conchas indica que cidade de SC rodeada por terra era coberta de água salgada há 290 milhões de anos — Foto: Museu de Taió
Taió, no Vale do Itajaí, guarda em seu museu conchas e fósseis de mesossauro que revelam um passado curioso. Há cerca de 290 milhões de anos, a cidade era coberta por água salgada. Atualmente, com 18 mil moradores, o município fica no meio de Santa Catarina, longe do litoral e cercado por terra.
Os fósseis que ajudam a recontar a geologia da região foram doados por moradores ao longo dos anos e passaram pelas mãos de pesquisadores. Agora, estão reunidos no Museu Paleontológico, Arqueológico e Histórico Prefeito Bertoldo Jacobsen (MUPAH), reaberto no fim de 2025.
Reconstituindo o passado através das evidências
Responsável técnico do local, João Pedro Rodrigues afirma que os objetos conseguem indicar como era a cidade no passado. No caso das conchas, chamadas de Heteropecten catharinae, o especialista explica que elas foram encontradas apenas na região e, por isso, receberam o nome do estado.
As descobertas e informações reunidas no MUPAH são resultado de uma pesquisa consolidada ao longo dos anos, que contou inclusive com a contribuição do paleontólogo brasileiro Hugo Schmidt Neto, da Unisinos.
O ambiente costeiro de Taió há milhões de anos
O fóssil de mesossauro encontrado no bairro Ribeirão do Salto, ainda em 1864 e, atualmente, parte dele está preservada na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), onde é alvo de estudos.
Conforme Rodrigues, esses pequenos animais representam “praticamente uma transição dos répteis para um ambiente terrestre”, o que ajuda a reforçar a tese de que a região era uma área costeira.
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Como visitar o museu: As visitas são feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. O local também aceita visitas para grupos escolares, universitários e turistas, mas é necessário agendar pela internet.
O museu fica na Rua Coronel Feddersen, 111, no bairro do Do Seminário, em Taió.



