O julgamento dos acusados pela morte de Henry Borel, de 4 anos, vai começar na próxima semana, no Rio de Janeiro. O menino morreu em 2021 após dar entrada em um hospital da Zona Oeste. As investigações apontaram que ele foi vítima de agressões.
O caso, que provocou comoção nacional e virou símbolo do combate à violência contra crianças, tem como réus o ex-vereador Dr. Jairinho, padrasto do garoto, e a mãe, Monique Medeiros. Eles vão a júri popular.
O Fantástico mostrou os preparativos para o julgamento e antecipou as estratégias da acusação e da defesa. A expectativa é de uma disputa marcada por versões divergentes sobre a morte do menino.
Ao todo, 27 testemunhas devem ser ouvidas no julgamento, que também terá a participação de 7 jurados, além dos advogados de defesa e da promotoria, responsáveis pelos debates.
Henry morreu em 2021 após agressões. Os suspeitos enfrentam júri popular. – Foto: Reprodução/TV Globo
No domingo, 7 de março de 2021, dia dos últimos registros de Henry com vida, o pai, Leniel Borel, trocou mensagens com Monique. Os dois demonstravam preocupação com a resistência do menino em voltar para a casa da mãe.
Jairinho e Monique estão presos desde então.
Os advogados de Jairinho vão tentar demonstrar que a polícia não apurou indícios de que Henry poderia ter sofrido um acidente enquanto estava com o pai, Leniel…
A defesa de Monique Medeiros vai contestar a versão da polícia e do Ministério Público de que ela sabia que o filho vinha sendo agredido por Jairinho e, diante do júri, vai afirmar que o ex-vereador é o responsável pela morte de Henry.
As penas podem chegar a mais de 50 anos de prisão para cada um. A previsão é que o julgamento dure de cinco a dez dias.
A defesa de Jairinho entrou com um pedido para que o julgamento aconteça fora do Rio. O pedido será analisado pelo tribunal de justiça.




