Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Santiago Peña, do Paraguai, inauguraram a 15ª conferência da ONU sobre espécies migratórias na cidade brasileira de Campo Grande, enfatizando a importância da cooperação internacional.
Lula e Peña ressaltaram a necessidade de ação conjunta para proteger corredores ecológicos transfronteiriços utilizados por animais, além da importância de recursos financeiros adequados.
Nenhum país pode proteger a natureza sozinho, afirmou o presidente paraguaio, enfatizando a cooperação regional baseada na confiança na ciência e mencionando esforços compartilhados para proteger ecossistemas como o Pantanal e o Gran Chaco.
A proteção do jaguar, uma espécie ameaçada, foi destacada, com Peña ressaltando políticas de seu governo para combater a caça ilegal e reintroduzir espécies migratórias na natureza.
Lula destacou a importância da cooperação internacional no combate aos crimes ambientais, citando o jaguar como exemplo da necessidade de ações coletivas para garantir a sobrevivência dessas espécies.
Como país que presidirá a COP nos próximos três anos, Lula apontou a necessidade de atualizar a Convenção sobre a conservação das espécies migratórias, defendendo a mobilização de recursos financeiros inovadores focados nos países em desenvolvimento.
A próxima semana contará com a discussão da inclusão de 42 novas espécies na lista da Convenção, que já possui cerca de 1200 integrantes, enquanto o Brasil amplia áreas protegidas no Pantanal, fortalecendo a resiliência do ecossistema e protegendo espécies ameaçadas e criadouros de peixes.
A ampliação das áreas protegidas no Pantanal, o maior humedal do planeta, contribuirá para a proteção de espécies como o jaguar, o tapir e o oso hormiguero, e fortalecerá ações de combate a incêndios, uma das principais ameaças ao ecossistema.



