Empresária do Paraná investe R$ 18 mil para ‘ressuscitar’ árvore da infância

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Empresária do Paraná investe R$ 18 mil para ‘ressuscitar’ árvore

Depois de 15 meses cuidando diariamente da árvore que fez parte da sua infância, Josilene Bertolin Irmer agora testemunha o nascimento de mais brotos e o desenvolvimento de novos galhos – um deles alcançou um metro de comprimento. A empresária investiu R$ 18 mil para replantar e garantir que a Ficus elastica, espécie conhecida como falsa-seringueira, fosse “ressuscitada” em Apucarana, no norte do Paraná.

Em dezembro de 2024, a árvore tombou sobre carros estacionados na Rua Nova Ucrânia – veja o momento no vídeo acima. Desde então, a falsa-seringueira foi “adotada” pela empresária, que a replantou na chácara da família.

Em agosto de 2025, sete meses depois do tombamento, Josilene contou ao DE que os primeiros dez brotos estavam firmes no tronco da árvore. À época, a falsa-seringueira dava os primeiros sinais de que estava viva, com a ajuda do sistema de adubação e irrigação que a empresária montou para ela.

HISTÓRIA E RESGATE

Em entrevista ao DE, Josilene explicou que quando era criança e ainda morava em Bom Sucesso, viajava com a família os 34 quilômetros até Apucarana e ficava sob a sombra das folhas daquela Ficus elastica, brincando e tomando sorvete.

Os anos passaram, e Josilene foi morar na cidade onde a árvore estava plantada. Deste modo, permaneceu visitando e cuidando dela.

No dia 10 de dezembro de 2024, aos 48 anos, a empresária estava trabalhando quando soube que a falsa-seringueira de 12 metros de altura havia caído. À época, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) explicou ao DE que a raiz havia apodrecido.

CUIDADOS

Para que as raízes aumentassem e o tronco não apodrecesse no lugar em que foi cortado, Josilene montou um sistema que irriga a árvore ininterruptamente. Dois canos subterrâneos permitem adubação diária. Além disso, são aplicados “remédios” apropriados para a espécie.

Apenas três pessoas sabem como funciona o sistema. Para a empresária, é uma forma de garantir a segurança dela.

“Esperança”, como a árvore é carinhosamente chamada por Josilene, é isolada por grades e acompanhada por uma câmera. Desta forma, a empresária monitora a falsa-seringueira a distância.

PRIMEIROS BROTOS

Foram dois meses sem sinais de que havia recuperação, mas isso não fez Josilene desistir da árvore.

Foi depois dessa “conversa” que a primeira folha verde surgiu entre as cascas do tronco e novas raízes apareceram na terra.

PRÓXIMOS PASSOS

Na entrevista de agosto de 2025, Josilene contou ao DE que se imagina sentada, embaixo de uma nova copa da velha árvore, tomando sorvete com os futuros netos.

Este desejo foi reforçado na última entrevista desta sexta-feira.

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