Comerciante cobre carro com avisos após motorista parar em vaga exclusiva em Goiânia
Um vídeo feito por um morador de Goiânia mostra uma situação inusitada que tem dividido opiniões na internet: um motorista teve o carro coberto por avisos, feitos em papel, após deixá-lo estacionado em uma vaga destinada a clientes de uma loja de calçados. Em tom bem-humorado, o autor do vídeo escreveu “Nós, de Goiânia, somos gente boa, mas não pisa no calo que é problema!”.
O corretor de imóveis Makley Claudino, de 38 anos, quem fez a filmagem. Em entrevista ao g1, ele, que não conhece nem o dono da loja nem o motorista, contou que estava passando no local, por volta das 20h da última sexta-feira (20), enquanto se dirigia para um restaurante que fica em frente, quando se deparou com a situação e decidiu filmar. A publicação já tem quase 25 mil visualizações.
Reações iniciais
Segundo Makley, ele não verificou o desfecho da situação naquela noite, mas recebeu comentários de pessoas que viram o carro estacionado no mesmo local até o dia seguinte, ou seja, no sábado, quando também há funcionamento da loja. Para o corretor de imóveis, a atitude foi claramente um ato de revolta do comerciante.
Contexto aprofundado
Embora não seja especialista em trânsito, Makley avalia que a reserva de vagas é importante para viabilizar o comércio. “Pensando do ponto de vista do empresário, é muito caro um aluguel de um ponto comercial ali na região. É um investimento, um custo fixo muito alto. E muitas vezes o lojista também perde vendas se ele não tiver oportunidade de ofertar estacionamento para uso dos seus clientes”, afirma.
Desdobramentos e conexões
Por outro lado, ele também pondera que é importante levar em conta o lado dos motoristas que precisam estacionar. “É difícil julgar as duas partes. Ao mesmo tempo, a sociedade precisa de mobilidade, precisa de estacionamento, e o empresário precisa pagar as suas contas”, afirmou.
Desfecho ou decisão
O g1 entrou em contato com a loja, que fica na Rua T-38, no Setor Bueno, pedindo um posicionamento sobre o caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Procurada pelo g1, a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) de Goiânia informou que, nesse caso, a vaga é do comércio, por estar recuada à calçada, ou seja, dentro do lote do comerciante. No entanto, por se tratar de vaga particular, não há previsão de multa pela legislação. A pasta esclarece, ainda, que é necessário observar se o estabelecimento comercial respeitou o tamanho mínimo de 1,5 metro que deve ser destinado à circulação livre de pedestre na calçada.




