O ministro do Supremo Tribunal Federalo (STF) Alexandre de Moraes autorizou o pedido da Polícia Federal (PF) para o compartilhamento de provas contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, investigado por coação em processo judicial.
Na decisão, assinada em 20 de março, Moraes afirma que “defere o compartilhamento dos elementos probatórios colhidos no âmbito desta investigação” com o procedimento instaurado pela Polícia Federal.
O ministro determinou ainda que a Secretaria Judiciária adote as providências necessárias.
O Metrópoles deixa o espaço aberto para manifestação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O filho do ex-presidente é alvo de um inquérito aberto pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes para apurar suposta obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A abertura, determinada em 26 de maio, veio depois de um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que alegava que o deputado vinha fazendo declarações públicas e postagens em redes sociais, nas quais dizia estar atuando para que o governo norte-americano impusesse sanções a ministros do STF e outras autoridades brasileiras.
“Defere o compartilhamento dos elementos probatórios colhidos no âmbito desta investigação”, afirmou Moraes.
Os próximos passos incluem a continuidade das investigações relacionadas às ações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
A decisão de compartilhar as provas com a PF gerou ampla repercussão, enfatizando a importância do caso e a atuação do STF diante de questões de coerção e obstrução de investigações.
Em um cenário de complexidade jurídica e política, a decisão de Moraes reforça a necessidade de transparência e investigação rigorosa nesse processo envolvendo Eduardo Bolsonaro.



