Uma mulher foi confundida com a irmã gêmea e foi presa no lugar dela, em Goiânia. Embora tenha reconhecido o erro após a inocente ter passado dois dias na prisão, a Justiça de Goiás determinou que ela fosse solta, mas mediante uso de tornozeleira eletrônica.
O caso aconteceu com Lucilene, moradora da capital goiana. A pedido da defesa da vítima, os sobrenomes serão mantidos em sigilo, para preservar a sua identidade. A moça de 36 anos foi presa em função de um mandado de prisão expedido com o seu nome no alto do documento. No entanto, o trecho detalhado da ordem judicial constava o verdadeiro alvo, a irmã gêmea univitelina, chamada Luciene.
Em entrevista ao DE, o advogado de Lucilene, Kalleb Reis, explicou que a cliente foi presa por policiais militares em casa, na sexta-feira (20), por volta das 15h, enquanto se preparava para sair para o trabalho. Ela atua na área de bufês de eventos e por causa do erro perdeu um serviço que prestaria durante o MotoGP.
O g1 procurou a seção judiciária do Tocantins do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), responsável pela expedição do mandado de prisão com o erro, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A Polícia Militar e a Polícia Penal de Goiás também foram procuradas, mas não retornaram.
O advogado relatou que Lucilene está em casa, “ainda digerindo” toda a situação, principalmente pelo impacto pessoal e também profissional.
“Ela está extremamente abalada, tanto pela questão de ter sido presa quanto ter perdido os eventos, ter sido desmoralizada inclusive. Além dos prejuízos psicológicos e pessoais, (o erro) ainda tem causado grandes prejuízos financeiros”, afirmou.
Para o advogado Kalleb, um erro como esse gera um sentimento de descrédito no poder judiciário.
No caso da Lucilene, a gente conseguia comprovar de maneira até simples, apesar de ser complexa a liberdade dela. Mas e em outros casos, em que isso não é tão fácil de ser comprovado? Quantas pessoas inocentes efetivamente estão sendo responsabilizadas por erros tão graves como esse? Então, o sentimento é de injustiça mesmo, perpetração de injustiça”, disse.
A juíza de plantão Letícia Silva Carneiro de Oliveira, do Tribunal de Justiça de Goiás, reconheceu o erro e determinou que Lucilene fosse solta. O próprio Ministério Público de Goiás também foi favorável à soltura.
Na audiência de custódia, a juíza de plantão Letícia Silva Carneiro de Oliveira, do Tribunal de Justiça de Goiás, reconheceu o erro e determinou que Lucilene fosse solta. O próprio Ministério Público de Goiás também foi favorável à soltura.




