Após a Câmara Legislativa do Distrito Federal arquivar mais um pedido de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha (MDB), a decisão foi publicada nesta segunda-feira (23) no diário da CLDF e é assinada pelo presidente da Casa, o deputado Wellington Luiz.
Segundo a publicação, a decisão foi baseada na sugestão da Procuradoria-Geral da Casa pelo arquivamento da denúncia. Ibaneis se tornou alvo das denúncias na esteira das investigações do Banco Master, onde os documentos justificam que o governador cometeu crimes de responsabilidade durante as negociações do BRB para tentar comprar a instituição.
O pedido arquivado havia sido protocolado pela deputada distrital Paula Belmonte em 23 de janeiro. Outras denúncias que tiveram a abertura negada na casa foram PSOL, PDT, PSB e Cidadania.
BRB E MASTER
O governo do DF é o acionista controlador do BRB, e detém 71,92% do capital do banco. Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar boa parte do Master, com apoio público de Ibaneis e do governo do DF, acionista controlador do banco público, mas foi barrada pelo Banco Central.
O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master para o BRB no valor de R$ 12,2 bilhões. O BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025, e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências.
Reações iniciais
Ibaneis declarou em 2 de fevereiro que está “totalmente limpo” e que os pedidos de impeachment não devem ser apreciados. A decisão de arquivamento do pedido de impeachment repercutiu de maneira diversa na população do Distrito Federal, com alguns apoiando a atitude da Câmara Legislativa e outros expressando descontentamento com a decisão de não dar continuidade às denúncias contra o governador.
Ao mesmo tempo, a notícia do arquivamento trouxe alívio para Ibaneis Rocha e sua gestão, que se viram alvo de uma série de denúncias e pedidos de afastamento nos últimos meses. A decisão da CLDF é vista como uma validação das ações do governador no caso do Banco Master e BRB, mas também levanta questionamentos sobre a transparência e ética na condução dos negócios.




