Bill Cosby, renomado ator, foi considerado culpado por um júri civil, nesta segunda-feira (23), por drogar e agredir sexualmente uma funcionária de um restaurante na Califórnia, nos Estados Unidos, em 1972.
Por decisão do júri, Cosby terá que pagar US$ 19,25 milhões — cerca de R$ 103 milhões — em indenização para a ex-garçonete Donna Motsinger. Segundo a defesa do ator, a decisão ocorre em um momento em que ele enfrenta dificuldades financeiras.
No processo, Donna afirmou que tinha 30 anos quando as agressões ocorreram. Segundo ela, o ator a drogou com comprimidos que a deixaram incapacitada. Cosby não testemunhou no julgamento, mas a advogada dele afirmou que eles vão recorrer.
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Após o término do julgamento, Donna comemorou, afirmando: “Foram 54 anos para se obter justiça, e sei que não é suficiente para as outras mulheres, mas espero que isso as ajude um pouco”, em entrevista ao jornal The New York Times.
Apesar da decisão pela indenização, Bill Cosby não foi responsabilizado criminalmente pelo ato. Isso porque o julgamento ocorreu na esfera civil, que trata da reparação de danos e não prevê penas como prisão, ao contrário da esfera criminal, que julga crimes e pode levar à condenação penal.
Outras mulheres já entraram com ações contra Cosby, sendo ele condenado por violência sexual em 2021. Apesar de ter cumprido parte da pena em uma prisão na Filadélfia, a condenação foi anulada após um acordo com o promotor.
Bill Cosby, após ser condenado por agressões sexuais, saiu algemado nesta terça-feira (25), marcando mais um capítulo na vida conturbada do renomado ator.




